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Esta cidade tem algo de mágico nela.
Em meio ao caos diário, a insegurança cotidiana,
é possível sentir-se bem, sorrir sem motivos,
apenas por se observar a paisagem,
é revigorante até sair de casa...
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A tragédia poética em ti recita algum traço que marcaste em minha própria criação poética.
Traços marcantes de uma outrora amiúde em que o fado da retórica desse marco que em ti almejo marcar não convém agora regressar.
Há talvez um comprometimento com a loucura de crer.
Há sem dúvida uma obrigação em amar.
Há ainda, ou quase, quem sabe quanto... a solidão.
O absurdo teatral da vida que se põe de sobreaviso aos fracassos do amor,
como uma lagarta que não almeja sua metamorfose ao desvendar a dor,
mas que consigo perde a apoteose, o esplendor do vôo colorido que se antepõe ao gesto de amar,
como aquele frio que do interior dos vossos corpos,
nos grita em propósito sedutor,
e nas pernas bambas criam um circo para o sorriso repicar,
ah seja lá o que for...
Farto caminho interior.
Becos e ruelas.
Escuras e singelas.
Desconhecidas, inclusive para elas.
Labirinto temporal, imaturo e filial das diversas ruínas que Deus criou.
Hétero sentimento homogêneo em quase tudo. Quase no todo!
Fonte da juventude esquecida quando procrastina-se à vida.
Quando há a ausência da utopia fictícia que o sonho criou.
Quero antecipar-me à vida!
Não há desejo em esperar a sorte.
Não há lucidez na espera pela morte!
Tentar na própria tentativa o fracasso de fracassar quando não se repete a dose.
Esperar-te-ei,
crer-te-ei,
reconhecer-te-ei
mas não amar-te-ei, nessa tal vez, quem sabe?
Eis o você agora negaceado por palavras sem significar.
Casto é o céu que o poeta criou.
Nobre é o altruísmo do egoísmo desmedido.
Vasto é o amor.
Pecado é a dor.
Quem me dera a mim, por completo, obteve sucesso.
O insucesso foi eu quem criou,
quando em mim estavam os olhos fechados
para o espelho exterior que refletia um deserto interior,
uma gravidade reversa, e grávida, e grave!
Estou em greve ou como se nunca inclinado ao início eu estivesse estado.
Estou em Re-começo.
Seja o que for que exista,
que sinta, que pense,
que apenas compreenda o que há para recomeçar.
Quero-te recitar.
Mas em palavras inexistentes ao meu vocabulário.
Quero-te declamar.
Mas em significados ausentes quando de sua própria acepção.
Quero-te,
agora, talvez,
em boa hora, embora,
não quisesse, talvez, em má companhia,
outrora, em outra hora...
Ainda que te cante ao cantar sobre rosas,
quero uma poesia e um verso a me provocar nessa hora.
Quero-te esfinge,
rubra, rosa, morena, pequena, quero-te em algum olhar azul!
Um arco-íris em cada cor que puder supor.
Uma visão constelar em cada estrela que puder contar.
Um momento no eterno que o tempo não pode parar.
Quero a loucura e a lucidez de qualquer criança.
Quero essa vontade mundana de viver à luz do dia e de dormir ao pé da noite.
Quero apenas o que for pra mim.
Quero! Quero! Quero!
Mas quantos queros cabem aqui ?
Todos os que couberem - na verdade que a retina que te percebes - puderes acolher!
Quão perigoso, mais - ser feliz, ou amar - será?
Não há nesse mundo,
ainda que refute diariamente,
verdade mais absoluta que o saber,
ainda que eu só queira amar
Ainda que eu só possa amar...
Tamanha é a insignificância desta ignorância que me envolve quando eu acredito no parcial entendimento. Acho-me mais perdido em meu desentendimento parcial, do que se apenas não o tivesse entendido por completo. Até as dúvidas me explicam. O porque será da confusão ? Existirá o sim e o não ?
por mim