quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Orquídeas




** Minha alma canta... **



E o tempo a minha vedete,
a saudade: enquete,
em perguntar porque,
esse "não sei o quê",
aconteceu...

E o sorriso vibra, inunda a avenida,
a saudade: é dívida,
que não se paga nessa vida,
vil ida...

E o amor remete,
ele sim: promete, o sol e o céu,
sabor fiel - desta saudade - o doce e o mel,
que vem da sua boca, lembro louca,
aos pés de um monumento,
em sentimento,
nossas vidas...


por mim

sábado, 25 de abril de 2009

Nostalgia de você

" " behind an orchid... there is a love" "


**
"se tem que durar, vem renascido o amor, bento de lágrimas"

este Vento que te volta você em mim!!!!!
**


O mais lindo interior,
de que posso desfrutar,
vem ser tenor,
para ao mundo figurar,
cenas de amor,
neste estrangeiro mar.

... e por entre a imensidão do seu abraço,
destes simples traços e ternura, atos,
teu farol rosa dos ventos,
o norte enfim,
em uma noite, quiçá assim,
cheia de você em mim,
hão meus tímpanos destruídos,
quando em tudo gritando,
deixo-me apenas ouvir,
esta intensa nostalgia que nutro por ti...



por mim

terça-feira, 21 de abril de 2009

Borboletas




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Essa Ilha é Grande d ê mais!

"Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana"
**

O amor transbordou
Não há porta para ele sair
Ele ascende em busca do seu norte
Uma casinha na árvore, talvez
pequena na distância que o tempo impõe infinita,
entre a saudade que existe e o depois,
que abriga e conserva este sentir
e nele alcança infindo tamanho
em tempo ou espaço
que a faça gigante assim.

Este pleonasmo em forma de saudade, que respiro
parece uma metamorfose,
querendo dar uma segunda chance às flores,
na tentativa de perfurmar os jardins,
com este cheiro - de colorir infindo - nascente em ti.

Tal qual as lagartas, a sonhar uma vida inteira
serem borboletas... e quando o sonho enfim, se dá,
elas já são borboletas...

Como estas, a dançar valsa,
neste meu interior,
já repleto de ti...
Quando apenas te escutam viver!
e segue...
transbordando...
para dentro de mim...

Babados, melados e saudosos!


por mim

Pétalas de jasmim



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será que vela como eu?
será que chama como eu?
**


Quando a noite propõe,
sobre a foz desse amor, enfim,
um temporal de saudade se põe,
e pingos da sua péle recaem sobre mim,

... pra florir este rir denovo,
como pétalas de jasmim ...



por mim

sábado, 18 de abril de 2009

Do décimo primeiro andar




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" " Ok. " "

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Aqui de cima sinto-me em paz
Ao redor as pessoas estão navegando pelo dia
Tão pequeninas lá embaixo, que prefiro ouvir sua voz chamando
O horizonte traz a grata surpresa que é o mar
Na janela fica uma lembrança com cheiro, que toca
Toca o amor com uma foto da flôr

Depois do décimo, há um medo real em mim, logo acima.
Então defronte é preferível a porta
O sereno é feliz com o lado direito
Eu chego depois, em um abraço apertado ou por um carinho calado
Que entram a refletir você nestes belos olhos teus
Com a beleza emprestada a este magnífico sorriso doce,
Tento - " " entrelinho " " - estar de sobreaviso para este amor

Inerte, contrariando quem sabe senão a gravidade, a paixão desponta
E o amor aponta a direção: mais uma canção
Tranquila, completa, serena e doce, voltando depois.

Uma orquídea encantada, nuance para este porvir venturo
Revela respeito, saudade e devoção depois da gota de uma vontade infinda.

A aflição não deve ser anfitriã, então ido, o tempo se deu
Numa sintonia conjunta, pelo prazer de dividirmos tempo e espaço,
minutos e segundos serão eternos e haverá ventura.

Exaurindo-se, ambos, pelo prazer da companhia, adormecendo ao seu lado.
Trazendo à nossa história, o delicioso gosto de um chocolate.
Contornado o sentimento inteiro, de algumas rosas em papel e letras
Em que o cheiro alertava para a falta que faz, um pouco de si a mais.


por mim

sábado, 11 de abril de 2009

Dois tempos



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" " A sensação que me dá,
é que meu corpo desprende de mim
Só fica a alma... e ela. " "

Vaz, Rodrigo
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Entre o gostar e fazer bem pode existir um hiato.
Digo, talvez.
Sei que gosto.
Sobretudo pelo porvir em que há medo.
Mas em gostar,
percebo lentamente o medo transformar-se neste bem que eu não sei mensurar
E esse tempo ido...
Vem outra vez!


por mim

domingo, 5 de abril de 2009

Sinestesia





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"Tudo cala fala mais alto ao coração,
silenciosamente eu te falo com paixão..."
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O sonho em briga com o tempo,
na busca por um vento que não soprou,
do erro que não errou, pro amor despertar.
maneiras de tornar as monções naturais,
um novo tempo, sinestesia no medo,
amanhecendo um sorrir infindo,
e poente numa saudade,
que retrata a vida com cor,
numa fotografia em que não caberá,
tamanho sentimento...
que ancorou


por mim

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sê amor





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A propósito... voltarei a fotografar poesia por ai ...
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Ao acordar hoje pela manhã, uma vontade repleta de saudade tocou em mim como um beija-a-flôr...
De fato, eu ponderei a minha decisão, acerca não daquela primeira sensação, mas levando em conta o venturo... e ventura não tive.
Perdi-me pelo medo, não o meu, mas de um acaso que nenhuma probabilidade exata apontaria. Exatamente o que perdi nesta manhã, eu não sei.
Contudo, achei mais saudade.
Desaprendi a contar nesse momento e meu senso de grandeza esgotou.
Eu já estou na morte-súbita.
São acréscimos que eu nem sei se existem.
Dessa vez eu preciso ir.
Continuo convicto: felicidade é o não saber ir.
Eu não entendo a minha convicção, mas eu sei que existe um sentido tão persuasivo e real por trás dela, que torna possível novamente tudo o que for possível.
Eu sei, é a minha contradição. Eu sei. Ah!!!!
Sonhos? Sim, são meus e seus, e de todo o restante dos sonhadores. Sim.
Poderia tudo denovo, ser, quem sabe senão? Sim.
Quando estou em frente à prosa, eu me sinto coagido.
Nos esboços de versos, ou o que tenho em mim como poesia, pelo menos licença eu posso tirar. Aqui, o amor se torna mais simples, objetivo, ou quem sabe mais inteligente.
Eu te amo é o caminho.
Precisaria talvez de uma manhã inteira contando estrelas, colecinando saudade, ou de um frio de quarenta graus, para convencer a algum desavidado que eu estou falando de amor. Uma luz, uma xícara de café... O nosso primeiro instinto é o de sobrevivência, afinal, no fim somos só. Mas no começo não. Que fim levou, se era o amor o dono daquela estréia? Aplausos pra ela.
Saudades... só dela!
No palco eu me vi tropeçando, e nos bastidores nem tudo é tão romantico.
MERDA!
Dizem que dá sorte... Começou antigamente, numa cidade romântica, talvez como Paris...
Acho que porque era o momento mais importante, talvez a última chance.
Perdeu-se num incêndio, pisou no que não devia e à parte este começo torto, desempenhou no palco, novamente o melhor de si para a vida.
Sê amor, para ser amado... e mais uma vez: saudade!



por mim

terça-feira, 31 de março de 2009

de acordar, simplesmente...




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"Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta."

de Fernando Pessoa
(uma alma descomunal que empresta vida ao mais despretensioso ponto final)
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Quando nasce, o homem morre para o mistério da vida.
É desde o início o mistério e portanto, antes.
O tamanho afronta tanto, que por vezes não há dimensão para tal.
O intuito talvez seja universal: a felicidade.
O milagre, único: viver.
O aprendizado é fruto das circunstâncias.
Às vezes mais intensas.
Às vezes mais duradouras.
O tempo, um copo pela metade: ora meio cheio, ora meio vazio... e no começo ele está vazio.

Isso lhe faz refletir?

É... o ser humano é semelhante nas suas diferenças.
Há porém, o acaso. Um destino meio incerto, certo de haver.
Ante a isto, ou aquilo, sempre sentimos o primeiro: amor.
O amor... Um estado de espírito, o sorriso, um sentimento, o feliz, o prazer do primeiro acerto, o fim do primeiro choro, o arrepio do primeiro gozo, o mais simples de todos os acontecimentos se vividos com ardor!
A força da redenção... parece-me amor, também, a fraqueza e o perdão.
Talvez não seja,
o tempo perdido.
"Distantes de tudo.
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora..."

Vejo o amor de uma criança pelo sorriso, e o amor que há em uma criança sorrindo.
O amor de uma despedida ou de um encontro.
O ápice de uma certeza pode ser ponto de inflexão.
Salvo esta minha percepção de que a felicidade é o não saber ir.
Não podemos nos despedir de si.
Sinto a minha volta, a minha volta.
De aí, verdadeiramente, eu sinto o amor, e me há esperança!


por mim

domingo, 25 de janeiro de 2009

lembranças



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"eu queria tanto, estar no escuro do meu quarto
à meia-noite, à meia luz, Sonhando!
daria tudo, por meu mundo
e nada mais..."
**

Saudade!

Um plágio do vácuo entre o tempo e a solidão.
Embora fosse o passado, meu futuro esperado,
modificado,
tornou o agora, distante demais,
para querer-te em qualquer reticente refrão...


por mim