terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Teus olhos




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Será mesmo que a verdade é um jogo, que jogamos, para vencer?
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Não sei se fico e cultivo a dúvida.
Se vou e te levo embora com o que nunca foi.
Se venho ao encontro da minha vontade e a deixo seguir teus olhos...

Ou se simplesmente te olho,
e respiro a dúvida, o que nunca foi,
engasgo na minha própria vontade de desviar teus olhos
para dentro de um sentimento assim,
quase sem fim e que ainda nem começou...


por mim

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Inspira ação




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"vamos celebrar nosso castelo de cartas marcadas,
o trabalho escravo, nosso pequeno universo"
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Esta inspiração que não me acomete mais,
Deixa-me inspirado às avessas e de nada adianta tentar
Brindo sozinho na multidão de qualquer lugar
De sobreaviso para os resquícios deste tal destino

No conforto, o privilégio de lembrar e o quase privilégio que é sentir-se lá
O desconforto natural de qualquer noite embebida dos desejos infindos a desejar
Qualquer desejável sonho, a sós com os segredos íntimos deste pensamento desgarrado
Intolerável e intruso, mantenedor de um viés na contra-mão do meu pensar

Degusto primeiro alguma linda letra, depois alguma formoso palavra,
para então formar os primeiros pensamentos parafraseando o neologismo órfão da inspiração
Invoco talvez alguns pontos. Páro, sigo em frente, continuo e largo de mào.
Releio o que está para ser criado. O modifico. Cá está: não há criação
Repito. Crio o que leio, recrio o que penso e de nada adianta tentar
Por onde ela andará, senão aqui neste lugar...

Que não vejo.

Não leio.

Não sinto.

Não penso.

E oras, também não amo.


por mim

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

" "Lúdica brincadeira" "





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"A herança da escola dos dias desde ave Marias, presságios e preces, ao jeito primeiro e primário de abrir as gavetas De achar nova nomenclatura, de achar o coelho na lua de reescrever tuas letras, de se esconder entre linhas De se apagar entre nós. Se apagar entre nós, se apagar entre nós Se apagar, se apagar.... Se apagar...pa..pa..."

O Teatro Mágico
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Num telhado vermelho que lhe recobre os cabelos,
reconheço alguma lembrança passada no seu traço mais gentil.
Te faço um porque na tentativa de reunir as palavras a te descrever,
e num sortilégio sem fim,
encontro desnudas de seus significados enquanto forem para ti,
e assim eu não vejo poesia em escrever de maneira lúdica qualquer abstrato que ainda não vi

por mim

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

É mentira!!!




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" "Rodrigo" "pra Iaiá..." "
"Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade, pois é (...)"
Los Hermanos

Closer, uma obra prima do cinema na minha humilde opinião.
Assunto deste post, às 00:36 am

Essa frase é demais:
"Diga-me que você não está apaixonada por mim.
- Eu não estou apaixonada por você.
Você mente!"

Diga-se de passagem, este post é um protesto!!!!!
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Parte 1:

Albert Einstein

"Poucos são aqueles que vêem com seus
próprios olhos e sentem com seus
próprios corações."

Parte 2:

CLOSER

É intrigante. Acima de tudo porque é inevitável identificar-se com o filme.
Seja nas quatro personagens, seja na utopia pelo amor, na imperfeição do ser humano,
na verdade ou ainda na mentira.

Closer nega o amor à primeira vista.
Nega o amor eterno.
Closer identifica claramente a necessidade que o ser humano tem de se dividir em alguém, doando-se parcialmente, porém buscando algo integral.
Closer retrata o egoísmo do ser humano, a busca incessante pela felicidade e o altruísmo consigo mesmo.
Closer passa a idéia de que a mentira pode livrar o sofrimento alheio mas não a nossa consciência, afinal, como provar para nós mesmos que amamos alguém se não somos verdadeiros com este alguém?
Como libertar-nos da nossa própria consciência sem decepcionar o nosso par?

Parte 3:

Eu diria que o amor é inevitável.
Você não ama o previsível.
Não ama um bom chá de camomila às 2 da manhã depois de uma longa viagem.
Nem um banho quente e aconchegante.
Não ama uma Amélia.
Não ama a quem acredita que não vive sem você.

Você ama a libido que corrói a sua opção e não lhe deixa escolhas.
Você ama o sexo que lhe parece muito mais que isso.
Você ama o proibido.
Você ama o que é lascivo.
Você ama o que te mata e te constrói.

Você busca plagiar a si mesmo e ostenta esse desejo no amor.
Apenas um olhar pode se transformar em amor.

Uma vida inteira a dois, pode ser uma morte inteira vivida, a sós...


por mim

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Início



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Pluft, plact, zum!

" Linda morena fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar "
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Desfim

não obstante,

começo

intra-avesso

repito:

é o início do fim.

e confesso:

o recomeço do sim.


por mim