domingo, 30 de dezembro de 2007

A prosa em 2007, o verso em 2008



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Em 2008, citarei-me assim: aspas sob aspas.
Denotando uma citação para algo que eu já escrevi

" " Outrora não nos despedimos.
Fomos vítimas de um capricho do destino,
apenas para concedê-lo, o prazer do nosso reencontro " "
**


Dois mil e sete anos. São muitos dias. Mas para 2007 foram apenas 365 dias, ou serão.
Um ano ímpar. Duas vezes! Um ano em que eu encontrei um Rodrigo que estava perdido há algum tempo, precisando de umas porradas para encontrar-se. Um ano em que reconheci novos amigos, nos mesmos risos e rostos de sempre. Um ano em que pude consagrar novas amizades. Um ano em que ouvi e fui ouvido. Um ano que servirá de parâmetro para o porvir. O ano de uma paixão adolescente, inconsequente e avassaladora. Que me trouxe a inspiração e levou-a embora por uma porta que estava fechada, implorando por ser aberta. O ano em que eu pude ter mais e mais certeza que é possível o amor. A verdade. A paz. Um ano em que consegui me emocionar profundamente por apenas ter conseguido incutir confiança em um coração, apenas por ser eu. Um ano em que descobri alguns talentos, e assim, acabei descobrindo a mim. Tempos difíceis vieram, a porta da desistência estava escancarada mostrando-se como a opção mais atraente, esperando apenas uma escolha errada. Mas meus amigos também vieram novamente e como não podia ser diferente, resolvi fechar esta porta, de certa forma, para sempre. Neste ano tive a certeza de ser uma pessoa abençoada, cercada por bons anjos... Um cara realmente de sorte.

Um ano velho, que espero renová-lo e ponderá-lo da maneira correta. Da maneira que me faça mais ser humano, maior. Um ano em que conheci pessoas que ficarão para sempre dentro do meu coração. Algumas, por sorte, terei o prazer de tê-las com alguma regularidade nos meus dias, outras nem tanto. O ano em que eu mais sonhei na minha vida. O divisor de águas, entre sonhar e não sonhar. Preferirei por sonhar, mais e sempre. Foi também o ano em que eu mais realizei sonhos. Um ano em que eu tive a certeza de um olhar e a incerteza de não saber apenas. Um ano em que fiz uma escolha errada. Um ano que me ensinou como nenhum outro havia ensinado. Um ano que abriu as portas do futuro que tenho pela frente a começar pelos 365 dias de 2008. Um ano em que preferi à fidelidade aos meus valores do que aos meus hormônios. Um ano velho, diferente. Que esquecerei aos poucos os momentos difíceis e longos, e saudoso, lembrarei dos momentos felizes e lacônicos, com uma bagagem maior e mais rica.

Em poucas horas estaremos comemorando um ano novo. Gostaria apenas da certeza de que é válido a comemoração para cada um de nós. Imensamente confiante na renovação. Com a certeza de de apenas mais um dia, mas com a esperança da eternidade.

Que venha 2008!


por mim

sábado, 15 de dezembro de 2007

a Deus dará




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Eu era menor de idade quando tirei essa foto
Três Torres e a visão do Rio

"hoje eu vendo sonhos
ilusões de romances
te troco minha vida por um troco qualquer
é o que chamam de destino
eu não vou lutar com isso
que seja assim enquanto é"
**


é essa saudade que está aos pulos,
ao Deus dará,
que me enche os pulmões do teu sangue,
que me sangra o ar.
toma-me distraído num sábado à tarde,
pra te cantar em cores,
e resumir as flores,
nessa existência que te prentende recriar,
num neologismo que eu nem sei se existe,
mas que tenta em sua arte, expressar amor

por mim

domingo, 9 de dezembro de 2007

Tabacaria


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e o que incomoda é essa saudade que está aos pulos
ao deus-dará.

primeiro texto, off rodrigo por aqui.
mas esse é o melhor, do melhor heterônimo, do melhor escritor
Álvaro de Campos, Fernando Pessoa
**

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Românticos


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Nokia N73 - Gávea ou Leblon?

"Talvez eu seja o último romântico (...)
só falta eu te querer, te ganhar e te perder"

considerando, justa, toda forma de amor :)
**


Não existe classe média para romântico.
Ou são ricos, ou são pobres.
Não tem meio termo.
Se é pra amar, que seja amor.
Se é pra sofrer, que seja dor.

Se fosse advérbio, seria de intensidade
Caso se descobrisse em verbo, algo como transitivo e direto
Na escolha de um número, talvez o dois
Mas se fosse tempo verbal, seria apenas indicativo
Sem tempo!

Porque o tempo é o par romântico do amor
Traz de volta, leva embora, apaga da memória
Faz história virar pó, opção pro dia seguinte...
O tempo depois vira amigo do amor
Andam de mãos dadas na eternidade passada
Como tudo aquilo que não foi,
aquilo que deixamos pra depois

Mas o amor dura um tempo, o suficiente para medir o seu teor
Quando o tempo pro amor vira dor é porque faltou convidados
É festa! É festa! de agregados...
E o romântico não tá nem ai
Seja na esquina, seja por ai
O romântico quer é explodir

Vai no fundo do poço
Vai no céu do amor, que é pra sentir medo
Que é pra sentir o amor
Se entregar e provar no sentimento o seu sabor

por mim

domingo, 2 de dezembro de 2007

Nua




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"Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor O fogo se derreteu, o gelo se incendiou E a brisa que era um tufão Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu O vento da paz soprou"
**


A Lua está nua,
enquanto não cumprir
a promessa do perdão,
pelos dias de solidão,
que passei longe de ti.

Está nua, totalmente nua,
enquanto adoração pela sua,
oh a sua, a sua...

A sua doce canção
que fará rima de coração,
de coração... com amor!

por mim

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O ciclo da paixão




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Eu entendo a água como um espelho com rugas.
Percebo em sua esmagadora maioria,
algum intuito em nos revelar para nós mesmos.

"eu quero transfundir teu sangue pro meu coração que é tão vagabundo"
**

A paixão - o horário de verão do amor
Torna o dia mais claro
Faz sorrir mais fácil
Transcende o tempo, pelo tempo.
Um efêmero significado que justifica o viver.

Eu penso e até repenso...
mas a decepção só pode ser um atraso do amor

Atraso o meu relógio.
... e recebo o Outono, desfechando a paixão
... e aguardo a Primavera desabrochar a flôr.

por mim

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Descompleto.



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Zózimo Barrozo(1941-1997) no Leblon

"Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus"
Morena - até o fim raiar - de Marcelo Camelo

E assim, eu vou vivendo :)
**


Diferente é tudo aquilo que se prova ao contrário e nos parece igual.
É como o amor.
Eu só não sei explicar...

Talvez ele me tenha pegado ao avesso.
De igual forma, diferente, que, eu embora não fora, indiferente eu fui.
Casto, eu continuo... por tamanha saudade de um amor que ainda não ancorou...
Pra me tirar da virgindade que sobra pela falta desse amor,
desse amor que ainda não ancorou...
Um amor que me prove ao contrário!



a ainda assim,
no meu cais
... há um vazio descompleto que não se completa por estar cheio
e aceno de longe, gritando seu nome: - saudade!


por mim

domingo, 18 de novembro de 2007

porvir




**
A Praia Vermelha na Urca
N73

Pois é,
a amizade me tem sido o melhor heterônimo do amor
**

As entrelinhas do que eu sinto,
parecem-me muito interessantes.
Sobretudo quando possibilitam o porvir.

por mim

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Rio...



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"Eu hoje joguei tanta coisa fora
eu vi o meu passado, passar por mim,
cartas e fotografias,
gente que foi embora..."

**


É uma longa história adiante...
Neste mar em que navego
Apenas levo o que for interessante
Enquanto posso contar as estrelas
Ei de ainda poder me libertar
sem algemas, independente e solitário
Como um Rio que não serve pra navegar
Quero-te em canto em meu encanto,
que é pra ver se conto um tanto
desse amor que me leve a te encontrar
que é pra ver se te toco sem tocar
Primavera encontrar,
meus carinhos perdidos,
meus braços a te laçar,
ou minha voz que recita pra ti,
a poesia que é a minha vida,
quando em letras eu posso te amar


por mim

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Olhos? Claros!




**
Se escrever não é uma obrigação, bom!
Ao menos que amanhã eu entenda... ou descubra, quem sabe?

Parece algodão! Pelos céus deste Brasil eu vôo
Olhos? claros!
**


Sê a poesia de qualquer fotografia
Enquanto crê na boemia em claves de sol
Bebe tua lágrima e inspira a sensibilidade
Canta à essas cores as notas musicas
Hodierno do Dó ao sí
Amanhã talvez...o arco-íris da voz

Olha-me o castanho que te vê'rdes revés
Reflete a minha inspiração num toque de olhar
Que lhe encontra os cabelos
de um jeito que nenhum sentido é capaz

Desatine-se em curiosidade
e vem buscar seu cais
na varanda da minha verdade

Vem cantar a mim,
qualquer verso assim,
sem ter no fim que escrever: "sem mais"

Intensa, como tão intensa tu és
Sorria e dê rumo as cores

Sintonize as flores em cartão postal
Todos os dias,
pra não fenecer o que distrái...

Com a beleza e rara paisagem que se abre,
quando apenas sorri!

E o mar emana uma canção a nos tornar feliz...


por mim

sábado, 10 de novembro de 2007

As 4 estações



de cá pra lá

de lá pra cá

**
"mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára..."

Entendam... o tempo não cura nada
O tempo passa... a cura está no amor
**

Outono que passa bem perto daqui,
onde não estou e nem vi
vivo inverno e invento calor
há um cheiro primavera
e a chuva que finda a flôr
pra dar norte ao verão,
o verão que ainda não chegou...
não foi o tempo que curou
será o amor...

por mim


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

sem esperar...Da vida e bela vida!



A mesma foto. Pontos de vista diferentes.
O mesmo Leblon, relativamente...

Tudo o que for simples,
pode ser suficiente para transformar o que for complexo demais.
Eu sou talvez, o céu do Leblon,
e você?
Mas o mar, mesmo de pontos de vista diferentes...
O mar é singular!
(vai pro livro)


**
"Tem motivo pra viver denovo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais"

Teatro Mágico

**


Ao coração palpitante que me vai melhor,
que qualquer esquecimento constante,
abre-se um olhar inerte a observar em
ti o que eu não quero ver.
Alguns defeitos intrínsecos não tão aparentes,
observados após, talvez poucos segundos,
nos exatos momentos em que não merece o meu melhor
e esquecidos solenemente,
no abrir deste seu sorriso encantador.

Eu contrario a vida que sugere um fim para nós,
e te ofereço o meu melhor amor quando menos for amado
sem esperar um retorno similar, sem esperar...

Porque desse amor, ainda colho um fruto maior,
que faz crescer o significado que Deus escolheu para mim

E na vida que tenho adiante,
vou escrevendo o melhor de mim dia após dia,
pintando em outras vidas,
me perdendo em qualquer esquina de qualquer amor,
para me poupar da solidão,
imensurável solidão,
que me prende ao estar distante demais do sentir que você não tem pra mim

E reclamar de mim será inevitável,
quase tão provável quanto te afastar de mim,
quando não entendo um olhar seu a pedir socorro
mas de nada adianta, se no fim,
é um laço, com outro formato, que eu moldo,
em traços marcados por isso que eu nem explico,
mas que eu sinto e que exprimo erroneamente,
em letras inconsequentes, antes não imaginadas,
inéditas até no amor,
eu não entendo esse grito que seca o escuro,
toca na esperança como se fosse uma fruta doce,
tornando palpável o abstrato duvidoso que é o futuro,
enquanto você mastiga essa fruta... essa fruta doce

E se num desejo eu conseguisse exprimir,
seria o de entender-te com apenas uma palavra,
e aconchegar o seu pecado de forma que o carinho
duvidasse de tamanha castidade
com que eu compreendo este amor.

Desenho um rio, uma casinha, uma árvore
desenho meus sonhos no papel,
tenho todo o mundo em meu rascunho,
e abro mão da minha arte,
se no olhar ver-de novo, de lagarta à borboleta,
eu revisse o que já visto fora,
tão grandioso e imenso, e que sinto,
pra do rascunho que eu nem vivo,
tornar realidade o meu rio, a minha árvore,
e uma casinha de papel repleta de muitos risos,
sem sentidos, da vida e bela vida,
que talvez espere por nós
sem esperar... sem esperar!

por mim

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Liberdade



**
Arpoador à noite...
V1
"
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu

e lendo os teus bilhetes, eu penso no que eu fiz

querendo ver o mais distante, sem saber voar

desprezando as asas que você me deu
"
tendo a Lua aquela gravidade!!!!
merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos e de você! & eu!
**

É como tirar os chinelos e escutar o rugir da sensação
Ser soberano em seu próprio lar
Ir e vir e acima de tudo: voltar

Quase compreender, sem tem porque e não estranhar
Fazer de um copo um mistério e do labirinto linha reta
Sentir a areia do mar, ou grãos lascivos saborear

Mas nada como correr, sentir o vento bater,
Nada como o grito, o mar ou o amar infindável
E de nada importa em não ter nada, faltar pouco é tudo.

Tanto que não há diferença nessa marca.
Inconsciente e nostálgica, atenta para o vão
Que há de se abrir no primeiro refrão,
Se sim, se não. Perdão! Antes que me saia vilão!

Oh pequena palavra que me agrada,
de onde vieste já era encantada?
Me conta desta passada, me leva desta parada!

MOVIMENTA O TEMPO, QUE O TEMPO MOVIMENTA A VIDA!
Mas escolhe um tanto, para te tirar do pranto,
quando em ti não tiver saída, ainda que não seja essa a rima.

Oh pequena palavra que me agrada,
e que refuto quando amo e percebo-me em paradoxo,
pois sem ti não consigo amar,
não fora assim tão leal com o abençoado,
ele morreu ao nosso lado,
mas falar de ti sem lembrá-lo
é esquecer o seu significado!

Alto lá liberdade...
Se não queria me encontrar,
a que vieste? por caridade...?

por mim

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Um brilho eterno


**
É... eu tava inspirado mesmo

"Cada voz que canta o amor não diz tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala mais alto ao coração"

Sim. Mas não faço idéia do que eu quero dizer
Muito complexo
**




Imagino acordar diariamente aos beijos e abraços com esse olhar
Sonhar, sonhar...
Até o começo virar recomeço e o fim se cansar de nunca terminar
Desistiu... deixou pra mim, a sorte de tê-la aqui,
um brilho eterno na minha mente,
algumas lembranças do passado, presente e futuro

A lembrança que não sai da minha mente, inconsequente, é tudo diferente
Não é lembrança, é a esperança de poder acreditar no que acredito,
de poder te ter feliz ao meu lado,
investigar o seu passado,
extinguir toda a dor,
e reciclar todo o amor,
na minha indústria de fazer qualquer suspiro o diário de uma paixão...

O infinito desejo de poder compartilhar espaço e tempo,
num compasso marcado, do desejo e do medo que temos ao tocar o próprio coração.

Agora dois, agora um, melhor depois... que o medo acabar e o desejo reinar aquela vontade vibrante (pela manhã) de tornar felicidade o reflexo que vemos no rosto de cada um de nós, neste infinito que o nosso amor compreende em um instante, em todos os instantes...
e de repente vem você ... você que é amor pra sempre!

por mim, há tempos

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Hétero sentimento homogêneo: Amor





**
Mudando o título apenas
voltando a fotografar com a V1,
sol poente,
o "algo" da Urca
e o Cristo em redentor

uma frase:
" " Hétero sentimento homogêneo em quase tudo. Quase no todo " "

Rodrigo Amarante ainda moço, ou... já velho:

"E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria? Não me importa. E o que eu não fui eu não vou ser. Da próxima vez não vou deixar a vida passar"
**


A tragédia poética em ti recita algum traço que marcaste em minha própria criação poética.
Traços marcantes de uma outrora amiúde em que o fado da retórica desse marco que em ti almejo marcar não convém agora regressar.

Há talvez um comprometimento com a loucura de crer.
Há sem dúvida uma obrigação em amar.
Há ainda, ou quase, quem sabe quanto... a solidão.

O absurdo teatral da vida que se põe de sobreaviso aos fracassos do amor,
como uma lagarta que não almeja sua metamorfose ao desvendar a dor,
mas que consigo perde a apoteose, o esplendor do vôo colorido que se antepõe ao gesto de amar,
como aquele frio que do interior dos vossos corpos,
nos grita em propósito sedutor,
e nas pernas bambas criam um circo para o sorriso repicar,
ah seja lá o que for...

Farto caminho interior.
Becos e ruelas.
Escuras e singelas.
Desconhecidas, inclusive para elas.
Labirinto temporal, imaturo e filial das diversas ruínas que Deus criou.

Hétero sentimento homogêneo em quase tudo. Quase no todo!

Fonte da juventude esquecida quando procrastina-se à vida. Quando há a ausência da utopia fictícia que o sonho criou. Quero antecipar-me à vida!
Não há desejo em esperar a sorte.
Não há lucidez na espera pela morte!
Tentar na própria tentativa o fracasso de fracassar quando não se repete a dose.

Esperar-te-ei,
crer-te-ei,
reconhecer-te-ei
mas não amar-te-ei, nessa tal vez, quem sabe?
Eis o você agora negaceado por palavras sem significar.
Casto é o céu que o poeta criou.
Nobre é o altruísmo do egoísmo desmedido.
Vasto é o amor.
Pecado é a dor.

Quem me dera a mim, por completo, obteve sucesso.

O insucesso foi eu quem criou,
quando em mim estavam os olhos fechados para o espelho exterior que refletia um deserto interior, uma gravidade reversa, e grávida, e grave!

Estou em greve ou como se nunca inclinado ao início eu estivesse estado.
Estou em Re-começo.
Seja o que for que exista,
que sinta, que pense,
que apenas compreenda o que há para recomeçar.

Quero-te recitar.
Mas em palavras inexistentes ao meu vocabulário.
Quero-te declamar.
Mas em significados ausentes quando de sua própria acepção.
Quero-te,
agora, talvez,
em boa hora, embora,
não quisesse, talvez, em má companhia,
outrora, em outra hora...

Ainda que te cante ao cantar sobre rosas,
quero uma poesia e um verso a me provocar nessa hora.

Quero-te esfinge,
rubra, rosa, morena, pequena, quero-te em algum olhar azul!

Um arco-íris em cada cor que puder supor.
Uma visão constelar em cada estrela que puder contar.
Um momento no eterno que o tempo não pode parar.

Quero a loucura e a lucidez de qualquer criança.
Quero essa vontade mundana de viver à luz do dia e de dormir ao pé da noite.
Quero apenas o que for pra mim.
Quero! Quero! Quero!
Mas quantos queros cabem aqui ?
Todos os que couberem - na verdade que a retina que te percebes - puderes acolher!

Quão perigoso, mais - ser feliz, ou amar - será?

Não há nesse mundo,
ainda que refute diariamente,
verdade mais absoluta que o saber,
ainda que eu só queira amar

Ainda que eu só possa amar...

Tamanha é a insignificância desta ignorância que me envolve quando eu acredito no parcial entendimento. Acho-me mais perdido em meu desentendimento parcial, do que se apenas não o tivesse entendido por completo. Até as dúvidas me explicam. O porque será da confusão ? Existirá o sim e o não ?

por mim

domingo, 14 de outubro de 2007

É quase verão! [+1h]



**
Nokia N73, Eu, Um céu sensacional, o cristo ao fundo e o Sol se pondo

Rodrigo Amarante e o verão:
"Não tô muito afim de novidade, fila ou banco de bar,
considere toda a hostilidade que há da porta pra lá
(...)
Eu digo "cá" entre nós,
deixa o verão pra mais tarde."

Eu e o verão:
**

De tempo em tempo, eu páro e penso:
- Porque isso tudo ?
É notória a minha angústia,
mas nunca encontro resposta e continuo vivendo...

No mesmo compasso, em passos mais largos ou curtos
em ventos mais fortes ou não.

De dia eu sorrio, e de noite às vezes choro...
Ah, mas quando há inversão.
O choro é de alegria e o riso também...

Carrego comigo a esperança e uma essência verdadeira,
uma foz pra vida inteira

Lembro-me do mar e do sol!

A emoção é com a vida outra vez
Lembro-me dos dias em que fui feliz
... e percebo poder tornar todos os outros assim.


Ao meu encanto vem sensível,
quase como uma flôr,
quase como o amor,
caso antigo,
caso sério,
caso logo ,
logo que der...

Relembro das praias e cachoeiras e relembro as montanhas...
(e o céu também estava lá...)
Lá era quase o paraíso e eu nem via o tempo passar.
Meio monótono, meio divertido, meio perfeito, meio bandido...
É "quase" o verão que vem chegando...
É o frio nos deixando pro calor tornar a transpirar nossas almas e cores,
Em amores...
Em paixões...
É uma história de vida,
um caderno autografado pelos certos, pelos errados

É que o futuro tá longe e eu nem sei como ele é...
É que a minha vida é agora!!!!!
E pra viver tem que experimentar,
desse doce sorriso,
desses temores...
desse novo sonho,
sentimento ou sensação que renasce na aurora,
ou lá fora,
ao que tudo indica,
o recomeço...
Sejam bem vindos!

É quase verão!!

por mim

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Segredos



**
E o Rio de Janeiro continua lindo... N73 ontem

"Eu procuro um amor, que ainda não encontrei, diferente de todos que amei..."
"NOS SEU OLHOS QUERO DESCOBRIR UMA RAZÃO PARA VIVER"
algo assim... não menos do que isso
**

Temos na lembrança uma morada para a saudade,
A esperança que torna nossos sonhos realidade
É a porta que fica entre-aberta, para o amor
Vista-se de bem, passe adiante e seja feliz!
Não faz sentido escrever assim,
Não faz assim,
é o sentido de escrever pra mim
Há enfim poesia na minha rima,
ainda que não seja rima em minha poesia
É a púrpura flôr, tremendo amor,
és o sabor entrelaçado ao avesso em tempo perdido
É a cor pra colorir um universo sem cor,
É do amor, o seu momento mais amor
É a doçura do riso daquela criança,
É o tempero do melhor desejo para saborear
É bonita! Linda!
É o meu encanto de encontro com o que canto,
por enquanto, é tamanho, não sei quanto,
o gelo que me fria, enquando tocava,
a péle mais macia...
E o menino já sabia, que não era mais amor,
e o menino já sabia, como contornar a dor,
e o menino sorriu enfim, por esquecer o desamor,
mas o segredo corre devagar, que é pra ter espaço,
que pra ter no laço, uma nova forma de amar

por mim

sábado, 6 de outubro de 2007

A estrada vai além do que se vê





**
"Sei, que a tua solidão me dói e que é difícil ser feliz, mas do que somos todos nós?
(Você supõe o céu...)
Sei que o vento que entortou a flôr, passou também por nosso lar
e foi você quem desviou com golpes de pincel...
eu sei, é o amor que ninguém mais vê..."
6 de outubro ...
**

Seria amor ?
Pensar em reviver um sentimento conhecido ?
Se for sem medo do que for oculto
Se for além do permitido,
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Rever seu rosto , sentir o gosto e não poder provar ?
Se conseguir aproximar as duas metades
Pôr em cheque o que é verdade,
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Escrever poesias e cartas, inspirado, atormentado ?
Se puder revelar, confessar o sentimento
Divagar sobre o que for duvidoso,
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Ouvir suas músicas, ler seus livros ?
Se conseguir interpretar seus pensamentos
Desvendar os teus momentos,
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Te perseguir, te vigiar, idolotrar ?
Se continuar sem desistir e descobrir
Maneiras de te conquistar,
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Externar o que penso, aos que não conheço, pra chamar sua atenção ?
Se souber a direção em que rumar
E no seu norte naufragar
Ah!
Será amor!
Seria amor ?
Ensaiar o nosso encontro, imaginando o teu olhar ?
Se for algum chuvoso dia, e não puder piorar
Eu reconheço meu destino, você vem vindo
E já não posso duvidar,

Já é amor, meu amor, só nos resta aceitar

por mim

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"De noite na cama eu fico pensando..."


**
Ouvi dizer que o chamam assim, pois ele sempre tinha balas a oferecer quando em sua terna idade. Os chamam de Zeca Baleiro... Eu, apenas de poeta:
E é mais ou menos assim :

" Mais uma vez o dia chega
Em minha vida
Como uma chama na selva
O sol na cama da relva
A tua boca e a lua
A minha boca e a tua
Vão deixando pela rua
Palavras e silêncios
Que jamais se encontrarão "

Eu preciso de férias! A propósito, a foto, foi em uma de minhas últimas "férias"
pela V1 desta vez...
**

A poesia é mais que isso. Na tentativa eu pretendo-me melhor.
Vejo-me mais transparente que quando me vejo como gente.
A realidade refuta, mas é no sonho a minha luta.
Tão longe e tão perto, tão perto de chegar para não voltar...
Compreensível e indecifrável, algo como o infinito que couber
em algumas letras que tentam suprimir os significados,
mas ali escritos estão mais claros que a própria transparência
que possas oferecer. Escrevo apenas para ser feliz. O amor,
o ódio, o arrependimento, a rima, a luta, o choro, são partes do riso
que pretendo em mim incutir. A poesia faz parte do eu que não sabe quem
é. É parte de mim, parte de algo assim, assim como um sim, assim como um
não. Simples ou repleto de complexidades mais simples ainda, mais difíceis de lidar.

E foi assim que eu falei de amor:

Apaixonando,
porquê?
Aproveitando,
o quê?
Sem teus beijos e teus carinhos
Sem teus medos e teus caminhos
(Everybody's gotta learn sometimes...)
Do olhar mais verde que já vi, tão doce, tão cor de mel
De seus vinte e poucos, bem poucos
Que o sol esqueceu de amorenar
Pra te deixar assim
Meio fases da Lua
Meio anjo ou mulher, quase nua,
com a roupa que lhe couber.

O amor, com amor é sempre melhor!

"Veja você, onde é que o barco foi desaguar":

"você me falou, pra eu não me preocupar, ter fé e ver coragem no amor, e
só de te ver, eu penso em trocar, a minha tv, num jeito de te levar a
qualquer lugar, que você queira e ir onde o vento for, que pra nós dois,
sair de casa já é... se aventurar..."

Essa música, pode ser vista como o hino do amor para o Rodrigo Amarante,
sob minha interpretação, estamos falando de um amor de mundos
diferentes (idades diferentes por exemplo... alguém no final da vida, com alguém mais novo(a) "e ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim, o nosso amor, a gente é que sabe pequena")

"e se o caso for de ir a praia, eu levo essa casa numa sacola"

no dia que me disserem isso, ferrou! hahahahaha
deve ser muito tocante realmente... afinal, o que dizer de uma pessoa,
que está disposta a fazer qualquer coisa por você? até as impossíveis,
como por exemplo, ir à praia para agradar, mas levando a casa em uma
sacola, para agradar completamente ao seu amor...

"tanto clichê, deve não ser" a poesia viva na música das almas gêmeas
descritas pelo rodrigo.

"e até quem me vê, lendo jornal, na fila do pão sabe que eu te encontrei"

Essa é definitivamente a sensação mais pura e desejável para todo e
qualquer ser-humano. Frente ao poder, sucesso, dinheiro, fama, riquezas....
Nada supera a sensação que nos toma quando a gente suspira amor, quando o nosso sorriso
nos entrega completamente, quando o riso esvai-se em mil, quase
infinito... Quando as pessoas ao nosso redor olham e perguntam se vimos
algum passarinho na noite passada, quando a felicidade é tamanha que a
vontade que nos dá é de gritar, sair correndo pela rua, quando a vontade
é única, quando o amor nasce, renasce, quando o amor vive dentro de
nós... Não tem jeito... ao ler o jornal, seremos diferentes, na fila do
pão, não haverá disfarce que consiga esconder o amor evidente...


"e quanto levou, foi pra eu merecer"
Sim, a espera pelo nosso grande amor, valerá à pena. Mesmo que dure
longos anos, quando vier, será a pessoa certa e acima de tudo, na hora certa!

"antes de um mês eu já não sei"
A espera pelo amor pode ser gigantesca... mas em menos de um mês ele
poderá explodir e crescer de forma incrivelmente singular, a ponto de
perdemos totalmente o controle da situação. Um mês para o amor ? Menos ?
Não sei...

"E se o tempo for te levar, eu sigo essa hora, pego carona, pra te acompanhar"

O cara é foda! Sim, se o tempo quiser levar o amor para longe dele, ele
aguarda, ele pega carona... mas ele vai acompanhá-la, seja onde for, seja
quando for, seja como for, seja com quem for... o amor , este amor, vai
superar...

Eis, o último romance!

por mim

sábado, 29 de setembro de 2007

aspas sobre mim



**
Dois irmãos ao fundo
Ipanema, posto 9 - Rio de Janeiro
"Cariocas são atentos... Cariocas não gostam de dias nublados"

"Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar...
(...)
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade."
**

Eu passo calado essa passada gritante em minha vida
Eu noto as notas que não foram esquecidas
Começo essa rima com alguma canção em silêncio
E relembro a poesia gritante, que me toca distante
com golpes sinônimos... a minha própria proteção

E percebo molhar este deserto com uma novidade a pulsar
nesta saudade que sinto, agora pode ser o início,
pode ser pra recomeçar, devagar, sempre, veloz ou nunca,
não importa, o riso virá na velocidade disposta, própria,
destas quatro letras, que almejas marcar

E as partes perdidas parecem se encontrar em mim novamente,
parecem em ti exprimir o tal farol que fará rumar o caminho,
que escolhi pra mudar, essa passada em que me perco encontrando,
os laços estrangeiros que talvez consigam juntar os sonhos vencidos,
em um único e pacífico caminho, para onde devo rumar.

por mim

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Capa de jornal


**
Nokia N73 clica São Conrado

Definitivamente, TUDO de mais importante na vida,
eu aprendi quando estava no jardim de infância

Mais uma da série, eu já falei de amor, rsrs...

"É primavera, vai chuva!! (...) trago esta rosa, para lhe dar"
**



ao menos uma tentativa pro acaso iremos dar
dançaremos alguma canção pra variar
bateremos um papo, meio conversa fiada, nem que seja só pro tempo passar
pra flertar no olhar, sorrir, divagar, devagar, engasgar
e talvez depois, só depois... chorar...?

mas não ficar preso ao dizer "eu queria ter feito tanta coisa"
e nem fazer o que não se fez, o que não se faz
pra não se prender no sonho que não sairá da imaginação
mesmo podendo sonhar, sonhar, pro início se dá

amanhã é capa de jornal, aquele nobre casal,
dormiu a sós e sorriu no final, só lá no final...
que era o começo... recomeço...
só o que não tinha preço, não tem, não terá!

por mim

domingo, 23 de setembro de 2007

A flôr



**
A noite do Leme, a Lua do Leme...
Nokia N73 é lógico =)

Então, já que a primavera está ai,
vamos voltar a falar de amor
Vou procurar o que já escrevi sobre "isso"
Eis "a flôr" ante a primavera

"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar num sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém (...) Se você quiser alguém em quem confiar... Confie em si mesmo! Quem acredita sempre alcança"

Se alguém falar o contrário, pode me chamar!
**


Olho para uma flôr,
meio vermelha, meio amor

Há no verde desta flôr,
mais esperança, mais sonho,
ou apenas mais amor

Há de ter um canto,
sereno e feliz,
um encanto e um triz,
pr'eu ouvir o amor

Há de ser incrível,
terrível como o vício,
que não vicia,
que não termina,
e que não traz dor

Há de ser repente,
como sol poente,
uma quase deusa... reluzente,
de beleza estridente,
de rima nem tão evidente,
ou apenas mais um amor

Há de ser singela,
assim como é a vela,
que escorre a cêra,
como uma saudade inteira,
que aos poucos queima,
e tão pouco calor,
pra queimar com amor

Mas há de ser a minha,
tão completa e repleta de ti
que quase esqueço de mim
que quase enlouqueço assim
sonhando acordado, o momento passado
o beijo mais amado, que tivestes em mim

por mim

domingo, 16 de setembro de 2007

Já foi!!!!!




**
Done!

MY FRIENDS,
you're WELCOME
but... just MY FRIENDS

-

"Quem bater,
primeira dobra do mar,
dá de lá bandeira qualquer...

APONTA PRA FÉ E REMA"
**

Façamos um relicário das fotografias do que foi pensado
A lua estaria ao contrário, o sol seria gelado
Mas o mel de abelha ainda não está petrificado
Concordante com o que o acaso quis revelar,
o tempo persegue o momento que ainda não passou,
o que decorre agora, pretende acertar...


por mim

domingo, 9 de setembro de 2007

Primavera

**
Se os meus olhos não tiram fotos...
**
**
... o Nokia N73 tira ... =p
**

"Abre essa janela, PRIMAVERA quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais"

Quanto a isso... bem... Zeca Baleiro, rs, diria:
"eu vou até o fim"
**


Tolo é amor que não sabe amar,
é a certeza de todo o sempre sem saber do segundo desviar,
é a mentira de estar ao lado de alguém sem a falta do ar,
sem o suspiro infinito que se enche de sonhos,
num breve olhar duradouro entre carinhos e o pulsar

Tolo seria desistir sem lutar,
tolice é ficar na espera, na platéia e não poder atuar,
tolo é não saber o quão um NÃO pode transformar,
tolice é não chorar, é não sofrer, é não aprender,
tolo é aquele que está sempre no comando da situação,
uma tal situação que não situa e não gera ação,
acomoda, incomoda e gera até moda...

Queria ser como a Primavera que divide os extremos,
talvez não seja a anfitriã das estações,
mas une os opostos, revigora...
esquenta o inverno pra receber o Verão...
renascendo nas flores,
qualquer frio que gere sorriso,
que gere paixão!

Vem Primavera... Vem anteceder ao Verão!


por mim

sábado, 8 de setembro de 2007

Arpoador



**
"O Rio de Janeiro continua lindo..."
É por isso que o mundo inteiro vem passar férias aqui

Nokia N73 clicando do Arpoador
**

No Arpoador eu vi o sol se erguir e ir
fui testemunha do choro
escondido por entre o mar e o sentido
encontrado perdido na vontade de sorrir
porque ele tem sido assim, amiúde...
oh esse sorrir!
numa maré mansa de onde eu não consigo fugir
ele é a mais forte onda, vem do mar, para amar
e se chorar, vai ser para o sorrir...
só rir...


por mim

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Capacidade



**
da Urca o Cristo parece ser mais maravilhoso...
Nokia N73

""O bairro da Urca satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperte o 1 que é o seu andar, não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje""

Há muito para refletir nesse post, muito!
**



O sol é certeza! A vida também...
O restante a gente decide!
Até na dúvida haverá certeza...
Até no abismo haverá um pico...
Até no ódio haverá amor...

Haverá, sempre, um belo motivo para recomeçar,
dia após dia...

Os dias nublados se seguirão, dias a fio,
se não formos capazes de sermos esperança e doarmos ela...
O lado bom das coisas é mais real que o lado que não se enxerga
Males virão para o bem... e o bem às vezes virá para o mal...

Um dia percebe-se que no fim é só você!
Você é sua arte e sua obra-prima...
Sua casinha da árvore... seu castelo de areia
Você é o terremoto e o vendaval
A cura e a solução!

Há mais que uma fotografia hoje aqui...
Há mais do Rodrigo...
O moleque mais atentado na infância,
talvez um moleque prodígio, talvez não...
talvez um talento, talvez não...

Mas sem dúvida, há o Rodrigo de 5 anos de idade, após 19 anos passados,
quase somados 24! Há um mês de setembro chegando...
As lembranças retornam, mas o riso é avassalador dessa vez...
E não faltará espaço nem disposição para voltar a fazer qualquer um sorrir, por estar perto de mim... Otimismo, sorriso e vibrações positivas.
Amor... Amor... Em sua forma mais colossal, mais universal que puder ser.

Hoje há o Rodrigo que sempre foi, um pouco além do que via, um pouco além...
Talvez mais até... Mas hoje existem explicações nunca antes enxergadadas...
E o sorriso está tão fácil que parece sorrir de si mesmo

Sempre vale à pena!
A minha alma não é pequena!
E a minha capacidade indunda um deserto de possibilidades impossíveis e prováveis!

"Sou feliz, por isso estou aqui, quero viajar nesse balão... O balão mágico, super fantástico..."

Voltei, depois de algum tempo... mas voltei ;)

eis o velho Rodrigo... com muito sono e extremamente inspirado

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Outra vez


**
Fala tu!!!!!
O Arpoador é ou não é o que há ?
É por isso que quem vê o pôr do sol de lá pela primeira vez,
chora emocionado, aplaude extasiado... é inexplicável!
Nokia N73 é claro
**

Atrevo-me a almejar um amor
que me desperte a alma,
conforte o corpo
que traga paz à mente
incendeie meu coração
que recompense a espera
e incentive descobertas
tornando a coragem e a tentativa,
reais e maiores
que o medo, a rejeição e a dúvida!
Confiar sempre, mais, e outra vez,
talvez seja o recomeço para a felicidade


por mim

domingo, 26 de agosto de 2007

Vamos sorrir




**
Lapa , a boemia carioca mora ai

"a taxa é zero o juro é alto, vamos conversar
ressarcimento, pagamento, vamos negociar"
**

Olho para os tantos céus que vejo,
e são só nuvens encobrindo desejos
Atento ao momento que for capaz de nos mostrar,
tudo aquilo que pretendemos conquistar.
Quero ao mundo!
Conhecer algum eu escondido em mim.
Vamos sorrir
Amigo na chuva, é amigo pra sempre!
O doce não era tão delicioso assim
Mas o provar queixou-se de mim, ah, tanto faz
Vamos sorrir
Olha quanto olhar a se admirar em mim
Casta maldade, que o tempo invade e revela
O pleito é nobre. O nobre um defeito!
Mas condene só a si mesmo
Eu quero sempre "mais do mesmo"
Vamos sorrir
Que o dia hoje não vai ter fim
Ainda que não seja assim
Mas se o amanhã repetir
Será mais um motivo para sorrir
Deixa a trilha sonora prosseguir

por mim

sábado, 25 de agosto de 2007

bem longe

Enseada de Botafogo

Forte de Copacabana

Chegando na Prainha

**
Três fotos e a certeza de que...
o Nokia N73 é SENSACIONAL! haha
Passei por quase todos os cartões postais do Rio nesse dia,
carpe diem comunidade :)
**


escrevo para te falar,
mas se não falo, calo,
que é pra te tocar
e na intensidade com que amo,
entrego-me sim,
e a sorte há de me tirar,
que é pra beber desta sede,
ser a morte da fome,
e a rima que some
não te exprimo o que inspira-me agora,
mas se sumo, encontro-te lá,
e retorno bem longe,
bem longe de qualquer lugar

por mim

domingo, 19 de agosto de 2007

o sol


**
micos, pelo Nokia N73

"ele continua a brilhar, apesar de tanta barbaridade"
**


decidir entre o que foi e o que será,
ser o sol e a lua em um dia pleno,
o arco-íris a trilhar qualquer escolha indefinida.

e por enquanto...
vou degustando cada fatia da minha sorte,
saboreando a última delícia escondida em qualquer dúvida

por mim

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

uma nova canção

"pois se é no "não" que se descobre de verdade"


**
Dois Irmãos - Leblon
Foto pelo Nokia N73

Fla 1 x 0 Flu sensacional
Maraca lotado no meio de semana!

**

Hoje,
meu mundo pode não fazer sentido
pelo meio,
ou pelo fim
mas se eu puder,
de alguma maneira
Sonhar e conseguir realizar
No meu mundo,
ei de dar ao início,
uma nova canção...


por mim

domingo, 12 de agosto de 2007

Presente do dia dos pais




**
Foto pelo N73, hoje, 12/08/2007 - Dia dos pais
**


A saudade é da caixinha de fósforos que vira brinquedo,
do circo e de todo o enredo que tinha para ensinar,
de Grumari, da Prainha, das conchinhas do mar,
dos aquários e mergulhos, deste teu oi enigmático e fácil

De Cabo-frio. Do frio do sul que você me apresentou.
Do leite que estava derramado e você soube como contornar,
do seu abraço, sua calma, inteligência e daquele jeitinho de me amar
Capanema e as flores daquela casa. A fotografia na memória.

A saudade é do seu pai que você me presenteou como avô.
O agradecimento é da mãe que você escolheu como minha, do altruísmo que você incutiu
Saudade da preguiça natural, o riso diferente e encantador que agora herdei
Um riso que quando se abre, faz sorrir naturalmente ao redor e por dentro

A saudade é do amigo sincero que sempre foi, da visão de vida
do desapego material, dos sonhos e ideais, do cavalheirismo incomum,
do romantismo abstrato e calado, do caráter incomparável,
da bondade insuperável, do ovo frito, da batata frita

A saudade é de completar mais um álbum de figurinhas ao seu lado,
de passear em Copacabana e presentear a ignorância alheia com a sua educação
A saudade é de ver o riso no rosto da mamãe quando contemplava o seu
rosto brando. Da batalha naval, do amor pelo macarrão, da curiosidade intrínseca e genial.

Saudade dos presentes de aniversário que recebia e dava,
dos dias 05 de cada mês de fevereiro em que eu ligava e você nem lembrava
Dos dias 19 de setembro que eu tinha certeza da sua presença, mesmo às vezes, à distância...

Saudades dos meus primeiros 17 anos de vida, em que pude ter o imenso prazer
do convívio com uma pessoa iluminada, que soube construir os meus valores,
de uma maneira única e inexpicavelmente DIGNA.

Saudades da pessoa que me ensinou que a mentira pode ser a forma mais fácil de se alcançar um objetivo,
mas este objetivo terá de carregar um fardo imensamente pesado e que não há consciência que esteja
apta para sustentá-lo. Que a mentira é incompatível com a felicidade, mas que ela tem
o dom de nos persuadir a ponto de acreditar que é possível ser feliz mentindo. Mesmo que seja para si mesmo...

A pessoa que sempre encarou a verdade com a cabeça erguida.
Que por mais que os outros não sigam as regras, é preciso seguí-las.

Saudade do dominó, da bicicleta, da péle enrrugada de tanto estar na água.
Da pessoa que não carregava pré conceitos, via os defeitos e respeitava!
De uma mente saudável e brilhante. Um corpo são e uma voz serena.

Uma imensa saudade do PAI, do HOMEM, do AMIGO, do SER HUMANO.


e a promessa não precisa ser prometida, mas saiba,
eu ei de ser motivo de orgulho em todos os sentidos para ti.

E que conseguirei, a cada dia, sorrir e fazer com que os meus e os que não são,
consigam sorrir, consigam acreditar no amor e no viver.
Que em cada adversidade que a vida me apresentar, eu continue com a ternura de sempre.
Que eu possa ser a bondade e o amor em cada aperto de mão, em cada palavra,
em cada beijo, em cada sonho realizado, em cada abraço.

Porque o recomeço é todo dia. E há muitos que precisam de mim, há muitos que eu preciso.
Mesmo que não precisemos, é preciso acreditar que existem motivos maiores...

Estou hoje livre e leve. Estou de bem comigo mesmo. Estou de bem com os homens.
Estou de bem com a decepção. Estou de bem com o sofrimento, a dor, o desespero e a desistência.

Estou feliz por ter me encontrado finalmente, apesar desta distância gigante que existe entre nós dois.
Mas eu sinto que me aproximo de você, cada vez que consigo ser o melhor de mim, o melhor pro mundo.
Cada vez que consigo "ser tolerante com os que erram feio e bastante"

E hoje a saudade vem diferente. A lágrima que escorre é inevitável. Mas a dor não existe mais.
Existe sim a esperança. Existe vida! A minha vida! A vida que você ajudou a criar.

Este é o meu presente do dia dos pais. A certeza de que estou bem. Sei que isso te fará feliz!
Estou sorrindo! Estou aproveitando o que de mais celestial existe: A vida!
Estou com a minha consciência orfã de arrependimentos.
E estou torcendo que eu consiga ser para o seu neto, um dia, talvez logo, talvez não,
o que você foi e é para mim: a certeza do amor!


"atrás do filho, vem o pai e o avô"
"vou cantá-la seja onde for, para nunca esquecer o nosso amor"
"eu não sei porque se foi, tantas saudades eu senti"
"e levo esse sorriso, porque já chorei demais"


***Cada um de nós, compõe a sua própria estória, e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz de ser feliz***


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Canção para você sorrir




**
Eu, em frente ao mar de Ipanema...
Tô indo pra lá, ficar em frente desse mar agora.

"A gente só não inventa a dor A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar A gente se sente melhor"
**


olhar,
sorrir,
viver,
assim,
pra mim,
é você!
que falta me fará,
tudo aquilo que está faltando,
se na falta da tua falta é que nada falta pra mim!
sorrir,
assim,
que nem você!
olhar,
pra ti,
assim,
pra mim,
é viver!


por mim

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Saudades virgens



**
" " Porquê finalmente o recomeço é do avesso, e percebo
Que amor não precisa
Pra ser amor
apenas sê... " "
**

Sinto saudades virgens, saudades de tudo que não vi. Acredito ter perdido os melhores momentos da minha vida apenas porque não tive a chance de vivê-los. Gostaria de ter ouvido mais Eric Clapton e ter aprendido violão pra tentar acompanhá-lo. Gostaria de ter visto Charles Chaplin "ao vivo" me fazendo rir e aprender com o que ele tinha a dizer sem precisar ouví-lo. Gostaria de ter visto dinossauros por perto de mim, pra sentir o que a formiga sente quando chegamos muito perto e gostaria também de ter lutado com espadas e me defendido com escudos, de ter vivido na idade média e ter sido visto como um bruxo. Eu teria saído às ruas pelas diretas já e também teria adorado ver o Zico jogar. Talvez por isso eu tenha tantas saudades. Eu acho que, na verdade, eu nasci foi na época errada. E é por isso que eu sou tão nostálgico, pra tentar rever o que eu não vi e reviver o que não vivi. Talvez em um passado perdido o que eu tenha esquecido fora trazer a minha alma gêmea do amor, porque pra mim ela ficou. E Talvez agora, eu possa entender o que é Dejà-vu. E quem sabe em um outro momento eu possa dizer que sinto saudades de tudo que não vi, apenas porque ainda não vivi.

" "Hétero sentimento homogêneo em quase tudo. Quase no todo! " "

por mim

domingo, 5 de agosto de 2007

Talvez a mim




**
A confeitaria Colombo é a mais tradicional do país.
Exibe uma arquitetura Art Nouveau da belle époque carioca. Por aqui passaram, Villa Lobos, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Getúlio Vargas, entre outros.

" Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador "

Esse bairro das Laranjeiras é um perigo...

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Quem eu sou?

A dúvida de um copo pela metade. Quem sabe senão, um pouco da saudade de viver um grande amor! Ainda que seja muito - a nostalgia do que não foi vivido, do que foi quisto e não se deu - o parnaso na ausência de poetas, a etimologia do amor, o neologismo da inspiração... A palavra não encontrada, ou poeta arrependido, por ter dito quase um livro sem teor...
Ainda que me baste ser a metade da dúvida, do saber de quem eu sou, resta-me apenas a certeza de um ser sem fim, de um fim que não acabou.


Eu, por mim

sábado, 4 de agosto de 2007

Velha infância



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"O Hotel Marina quando acende..."
Nokia N73 clicando o Leblon
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Samba essa rima pro lado de lá
Que é minha a canção e eu quero cantar
A dança é singela, o poeta é da velha
Mas o bonde é do bom e vai me levar

Toca pra dentro,
O malando é mais lento
Tem cantiga de roda
Namorada na escola
E mulher pra casar

Sopra essa vela,
experiência não peca,
na selva de pedra
sorteada no azar

Mas não pense em parar,
não se espera na vida,
ainda que se possa esperar

Olha pra frente,
que a rotina é valente
e ela pode derrubar

É o trem da minha vida,
vagão sem saída,
Não tem porta pra entrar

Reino de amigos,
que eu conto nos dedos,
e os tenho em segredo
que é pro tempo guardar

Agora toca pra dentro,
O malandro é mais lento
Joga taco na rua
Solta pipa na praia
Mas não quer preocupar

Agora toca pra dentro
É o amor reticente
Só ataca o carente
E o malando não quer vacilar

por mim