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"é uma índia com colar
a tarde linda que não quer se pôr
dançam as ilhas sobre o mar
(...)
atrás do Filho vem o Pai e o Avô"
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"é uma índia com colar
a tarde linda que não quer se pôr
dançam as ilhas sobre o mar
(...)
atrás do Filho vem o Pai e o Avô"
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O meu olhar é lúcido.
Mesmo quando olho para o céu e
percebo-me louco ou insignificante.
Estou sempre a dois passos de descobrir
o tudo ou o nada que há em mim.
Penso em quantos azuis cabem no céu
e se eu poderia um dia pintá-los de verde ou amarelo.
Talvez eu pudesse fazer inveja ao sol ou às folhas
E Logo recuo dois passos, desta vez mais tímido e
percebo-me vão.
Quando chove, meus sentimentos renascem de cor.
Relembro os chãos por onde pisei com meus dedos molhados
por aqueles sonhos encharcados de juventude e pressa.
Sinto saudades da minha infância e procuro entender melhor o tempo.
Mas pretendo entendê-lo não para ser Doutor.
Quero entender o tempo como um dia o palhaço ensinou:
"Se não aproveitar ele pode parar, então eu faço rir"
Tamanha a importância que eu não dei para esse momento.
Momento que nem existiu.
Agora chove e restam as perguntas que eu gostaria de responder.
Que não caberiam na minha imensa vontade de conhecer o mundo e ser apresentado a ele.
Não como alguns me conhecem, mas como um dia eu me apresentei.
Quando tive domínio do tempo, eu parei.
E me vi dominado por ele.
Perdendo a oportunidade de responder ao mundo o que eu gostaria de perguntá-lo...
As estrelas me parecem reais, e são.
Mesmo quando não brilham nas noites que nublam a vida.
E talvez não sejam quando brilham a noite de tudo que não possa ser vida.
Enquanto as observo fico pensando no sol e nas nuvens
E logo nas noites de lua cheia que ofuscam seus brios.
Acabo convicto da natureza e também das estrelas.
Como se não fossem a mesma coisa.
Se não tens certeza, a maré pode provar
As vezes cheias da noite
As vezes vazias do dia
E as estrelas continuam por lá...
Êta sentimento confuso
Mas encantadoramente atraente
Poderia sem dúvidas enamorá-lo
Seria mais gostoso se pudesse compartilhar
Das desventuras da solidão ao lado dela
Certamente, seria excitante tê-la na recíproca
Raramente existente
Descobri que posso por horas sorrir
e por horas chorar, não importa, uma hora acaba
É diferente da brisa que vem do mar
Os seus cabelos sabem disso
Podem até procurar
Pois estão certos de que irão encontrar
"Tristeza não tem fim, felicidade sim"
Eu não concordo. Apesar de vazio de argumentos
Já posso sonhar, o encanto passou e o medo diminuiu
E já que eu posso realizar se sonhar...
Não será pecado o sonho que se viu impossível
enquanto acredito no sopro do vento,
enquanto observo a onda do mar
levar pro lado de lá e depois retornar
Sinto um cheiro molhado e posso ouvir o canto das flores
E percebo que é singela a felicidade
por mim

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