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"vamos celebrar nosso castelo de cartas marcadas,
o trabalho escravo, nosso pequeno universo"
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o trabalho escravo, nosso pequeno universo"
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Esta inspiração que não me acomete mais,
Deixa-me inspirado às avessas e de nada adianta tentar
Brindo sozinho na multidão de qualquer lugar
De sobreaviso para os resquícios deste tal destino
No conforto, o privilégio de lembrar e o quase privilégio que é sentir-se lá
O desconforto natural de qualquer noite embebida dos desejos infindos a desejar
Qualquer desejável sonho, a sós com os segredos íntimos deste pensamento desgarrado
Intolerável e intruso, mantenedor de um viés na contra-mão do meu pensar
Degusto primeiro alguma linda letra, depois alguma formoso palavra,
para então formar os primeiros pensamentos parafraseando o neologismo órfão da inspiração
Invoco talvez alguns pontos. Páro, sigo em frente, continuo e largo de mào.
Releio o que está para ser criado. O modifico. Cá está: não há criação
Repito. Crio o que leio, recrio o que penso e de nada adianta tentar
Por onde ela andará, senão aqui neste lugar...
Que não vejo.
Não leio.
Não sinto.
Não penso.
E oras, também não amo.
por mim

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