domingo, 25 de janeiro de 2009

lembranças



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"eu queria tanto, estar no escuro do meu quarto
à meia-noite, à meia luz, Sonhando!
daria tudo, por meu mundo
e nada mais..."
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Saudade!

Um plágio do vácuo entre o tempo e a solidão.
Embora fosse o passado, meu futuro esperado,
modificado,
tornou o agora, distante demais,
para querer-te em qualquer reticente refrão...


por mim


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sustenido de um beijo...





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casa pré-fabricada
- first vaio post -
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Enquanto o tempo passa
Uma trapassa
Em cores claras,
O arco-íris do sol e chuva,
Uva, Passas, Manga e Rosa
No meio do riso, rosto e gosto
De uma fruta doce e rara,
Minha cara, cara e casta
O Dia, que parte antes,
em parte fim,
assim que a noite chega,
E nega!
Depois do sim,
que cala e fala,
nuvens e água,
no meio do toque,
do sinto,
abstrato,
que viu,
o vento pular segundos,
tangíveis, que canto,
um conto,
que conto pra te ver feliz,
triz,
meretriz do riso,
paraíso,
tenhas juízo,
queira-me a ti,
consigo, sigo adiante,
distante pra conter aqui,
tremendo o tamanho,
o elo pro tato,
navegando uma trilha sonora ,
pelo sustenido agora,
de um beijo...


por mim

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Amanheça




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Ira

"Movido apenas por amor eu vou em frente
E é sempre, apenas por amor que eu reduzo
Às vezes certo, as vezes meio confuso
Mas sempre forte, sempre... sempre mais quente"

I feel good...
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De longe eu já percebia o quão perto estava
Não pelo que é tangível... talvez pela nuance paradoxal

O infinito sorrir que completa este momento é também plural
Ele conjuga outros tempos, estórias e pessoas...

Algumas agora presentes...
Outras ausentes agora... e no que posso tangir, talvez para sempre
Mas sem dúvidas... no que eu não posso, não!

É de frutos, flores e risos esta cena.
O ensaio é constante... Sempre ao vivo...
Aplausos são bem vindos e vaias também
A intenção é a mesma de um final feliz

Às vezes a saudade me pega de jeito...

Hoje, especificamente, pegou...

há momentos, pessoas, beijos, sensações, lugares,
paixões, cartas, poemas, praias, frios e um calor
em que mora uma profunda nostalgia anunciada...

Futuro de um pretérito intenso!
e promessas cumpridas...

Tenho saudades também do meu futuro,
porque a ele eu reservo um bela história,
a ser contada por mim e mais algum alguém, ou mais...

Hoje tenho apenas o pouco tempo que me resta e assim sempre será.
Leio, escrevo, sinto, sou sentido. Vivo e morto.
Livre e escravo da escolha que fizer...

Do amor que escolher...
Do porvir que há de amanhecer...


por mim

sábado, 14 de junho de 2008

Repetir





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Segunda vez...
Por muito tempo, "Apoteose" foi a minha criação predileta.
Hoje, divide espaço com outras...

Olhos claros, cabelos pretos e longos. Super inteligente. Simples. Simples. Romântica. Difícil.
É assim que defino o poema...

Na teoria, sempre consigo o que quero.
O legal é que, na prática também...
;)

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Apoteose


Cá estou, hoje, e sempre, inalcançável, aquém de mim mesmo
Incógnito, incompto, ínclito
Órfão do ilapso do eu que trocou a alma por amor
Por assim dizer, apenas aquilo que não se pode atingir
Tal qual o infinito lexical não consegue conceber
E talvez nem o infinito que não se vê, esse célebre transcendental,
mesmo valendo-se da metafísica e dos tantos outros infinitos que se possam perceber

Mas do que vale tudo isso sem a sua própria acepção ?
Se não há significado que o infinito possa concluir sobre o amor,
Será o amor, o próprio infinito ?
Ou será, amor, a felicidade de viver infinitamente de amor sem saber o quê é o amor ?
Volto-me novamente para mim, em busca de mim mesmo e só encontro amor
Com a realidade finita a que eu mesmo refuto, alheia à capacidade infinita que tenho de sonhar

(Quase pleno de sentimentos,
eu jazo, jaz aqui, o que não é amor
E mesmo se for, jaz também,
como num paradoxo involuntário adjazido em mim.
Aqui ? Onde ?)

Relembro, Repenso, Recrio e recolho-me a minha própria insignificância
Fazendo juízo de mim e de tudo, que também não significa nada, mas que
certamente tem algumas poucas significâncias a mais ou a menos, tanto faz.
Tentanto esconder nessas entrelinhas o quê eu não quero descobrir, ou
quero, ou quis, ou que um dia hei de querer, ou não, mas quem sabe se já não descobri?

Meu coração, agora, é um descampado de sofrer e talvez assim, ele sempre o tenha sido
Afinal, o quê é o sofrer? Senão a incapacidade de entender o amor, esse plebe afeto, inculto,
indiscreto, escrito e reescrito pelos Deuses e por nós, de uma forma, de tantas formas, de forma
nenhuma, senão o formato que ainda não lhe atribuiu a sua verdadeira forma.
É de Deus, dos Deuses do amor.
E eu, que já não sei do que se trata, continuo a não entender, o amor,
mesmo sem sofrer.
E se sofrer continuarei, eu, e também o mundo, a não entendê-lo.
É por isso, a poesia, eis que surge "sozinha" anuançar ao amor.
É por isso, os versos, eis que surgem repletos para diversificar o amor.
É por isso, a palavra, eis que surge tranquila pra ser criativa no amor.
É por isso, estas letras, a palavra, os versos, a poesia,
e toda a sua ausência em mim, mesmo que não seja assim.
Que é pr'eu me lembrar do amor.
E é por isso a dor e a solidão e o desagrado e o desespero e o desamor
Que é pra sarar
Que é pra sofrer,
Que é pra viver,
Que é pra aprender,
Que não precisa entender o que for venturo pra ter ventura, pra crer no amor
Mesmo que ele não consiga criar sua própria forma ao espelho
Mesmo que os cegos, que não são cegos, não consigam vê-lo
Até mesmo pros que procuram ouvidos, mesmo que não compreendam o porvir
Porquê não ouviram os gritos de um dia sem amor, seja quem for.
Porquê finalmente o recomeço é do avesso, e percebo
Que amor não precisa.
Pra ser amor... apenas sê

Posto isto, lá estou, amanhã, e nunca, quase perto agora, para ela, sempre ela
Pois guardo consigo a Apoteose do meu amor


por mim

domingo, 11 de maio de 2008

Outono com vinho





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"Eu vou de tênis e jeans, encontro você demais, scarpin, soiré
Quando o pau quebra na esquina, cê ataca de fina e me ofende em inglês
É fuck you, bate bronha e ninguém mete o bedelho
Você sou eu que me vou no sumidouro do espelho
A paz é feita num motel de alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval aumentam os desenganos
Você vai pra Parati e eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro o vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora o escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade, você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço, você é tão espontânea"
Leila Pinheiro - Catavento e Girassol (trecho)
**

Há uma ilha dentro de mim.

Aos poucos percebo a difícil tarefa de navegar por este mar.
O simples fato de sair para fora de mim, intriga e afronta.
Há manhãs nesta vizinhança exterior que começam o dia com cores que não conheço.
Há notas musicais que não me fazem ouvir, apenas calar.
Há menos água do que eu pudesse imaginar...
Estar ilhado entre o que há em mim e o que não há para estar em mim...
Esta é a minha condição. A minha própria contradição.
Convencido pela eternidade de que cada passo é capaz.
Superado pelo próprio caminho a ser seguido.
Ávido pelo que há... pelo porvir...

Quero criar uma nota musical, para tocar um coração
Quero pintar um novo amor, com cores de renovação
Quero calor para abrandar, o frio de qualquer decepção

Naufragar por alguns dias fora de mim e tentar perceber o real significado das terras que cultivo por aqui
Evitando tornar qualquer latifúndio em mata atlântica,
com o cuidado de quem entende a diferença do que é bom e da bonança.

Quero conhecer melhor sobre as crianças.
E sobre o exagero que é amar, a piada que é a paixão. O fascínio de uma ilusão...
A verdade que há no perdão, ainda que, não precise perdoar.

Há escombros no meu futuro recente que irão cair para um passado distante.
Em meio a esta transgressão constante, encontrar uma saudade em sua construção...

Contudo, percebo o que vieste procurar aqui.
O que fará desta ilha o seu continente.

Procuras o acaso.
O imprevisível de qualquer manhã de domingo, de um outono com vinho.


por mim

domingo, 13 de abril de 2008

Reencontrar



Lagoa - Rio de Janeiro
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"Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
> Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo <
Sobra tanta falta..."

Teatro Mágico
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Belo, adormecido e tímido no entreabrir do olhar,

que me avistou tão pobre da riqueza que merecestes,

e conseguiu fazer riqueza quando o meu riso começou a voar...

Encontrou um belo vestido cor do pecado escondido,
nesta dança que a gente ainda vai dançar...

Doce , tão doce traço que pintaste naquele momento,
eterno momento que eu ei de marcar, como o início de uma história,
tão bela e utópica e que volto a procurar...
no que parece ter sido o encontro esperado...
e esperando talvez eu consiga reencontrar...

Tão difícil natureza que me impediu de no encantar do seu encanto,
encantado conseguir lhe encantar... Para lhe ver bailar por entre o mesmo tapete vemelho que almejo alcançar...

Te ver sorrir, te ver amar...
Te ver neste teu sorriso doce,
Açúcar para um futuro venturar...


por mim

terça-feira, 11 de março de 2008

O tato






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Metade de mim

Agora é assim

De um lado a poesia, o verbo, a saudade

Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim

E o fim é belo incerto... depende de como você vê

O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

_____________
O Teatro Mágico

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O tato me escorre o tédio por entre longos dias de imperfeição
Persistência exaurida na procura pelo calor,
onde fora intenso fogo,
na sabedoria de quem dos perigos desviou.

O meu amor colhe uma nua verdade intrínseca e incolor,
pois é complexo de simplicidades
O enfurecimento não restou,
mesmo aos que me foram indiferentes...

O tormento mora na tentativa de sucumbir
o que é ternura dentro de mim

Continuando o cotidiano, inquieto, com gestos nobres pela intenção
Sonhos que sinto. Sucintos de magia e perfeição, enquanto divago a noite devagar

Um delírio por dia em meio ao caos de tentar ser diferente vez ou outra
Percebo-me capaz de modificar o mundo e nele ser modificado
... e o meu sucesso dar-se-á então, se souber sensibilizar a todos,
que em tudo pode haver fracasso, mas que tentativas não serão em vão...


por mim

terça-feira, 4 de março de 2008

Âncora




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Ahhh a Lagoa...
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Curiosidade, timidez e verdade.
Agora, depois, e o que passou.
Dor, tempo e cor.
Vida, esperança e risos.
Bendito, sofrido e sofredor.
Vontade, atos e riscos.
Repetindo o frio do calor.
A paixão que ancora o amor.


por mim

domingo, 2 de março de 2008

Beijos pelo ar




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A foto não é minha. Mas poderia ser.
Praia do Aventureiro - Ilha Grande
Alguma coisa muito importante há de ainda acontecer por lá
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...E pelo olhar que vejo,
eu sinto seus beijos pelo ar,
a me encontrar nos caminhos
do novo momento que irá parar.

Há uma profunda verdade absoluta.
Na retina sua, sinto-me mais seguro
que qualquer dose desmedida de amor

ou com as palavras que se vão
no dia que se esvai pela madrugada
...e ainda acha graça e ainda sorriu.

Mas o solstício voltará,
temos algumas voltas para dar,
e o mundo ainda vai girar no sentido horário
em translação contrária, pra valer um risco


por mim

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Teus olhos




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Será mesmo que a verdade é um jogo, que jogamos, para vencer?
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Não sei se fico e cultivo a dúvida.
Se vou e te levo embora com o que nunca foi.
Se venho ao encontro da minha vontade e a deixo seguir teus olhos...

Ou se simplesmente te olho,
e respiro a dúvida, o que nunca foi,
engasgo na minha própria vontade de desviar teus olhos
para dentro de um sentimento assim,
quase sem fim e que ainda nem começou...


por mim

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Inspira ação




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"vamos celebrar nosso castelo de cartas marcadas,
o trabalho escravo, nosso pequeno universo"
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Esta inspiração que não me acomete mais,
Deixa-me inspirado às avessas e de nada adianta tentar
Brindo sozinho na multidão de qualquer lugar
De sobreaviso para os resquícios deste tal destino

No conforto, o privilégio de lembrar e o quase privilégio que é sentir-se lá
O desconforto natural de qualquer noite embebida dos desejos infindos a desejar
Qualquer desejável sonho, a sós com os segredos íntimos deste pensamento desgarrado
Intolerável e intruso, mantenedor de um viés na contra-mão do meu pensar

Degusto primeiro alguma linda letra, depois alguma formoso palavra,
para então formar os primeiros pensamentos parafraseando o neologismo órfão da inspiração
Invoco talvez alguns pontos. Páro, sigo em frente, continuo e largo de mào.
Releio o que está para ser criado. O modifico. Cá está: não há criação
Repito. Crio o que leio, recrio o que penso e de nada adianta tentar
Por onde ela andará, senão aqui neste lugar...

Que não vejo.

Não leio.

Não sinto.

Não penso.

E oras, também não amo.


por mim

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

" "Lúdica brincadeira" "





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"A herança da escola dos dias desde ave Marias, presságios e preces, ao jeito primeiro e primário de abrir as gavetas De achar nova nomenclatura, de achar o coelho na lua de reescrever tuas letras, de se esconder entre linhas De se apagar entre nós. Se apagar entre nós, se apagar entre nós Se apagar, se apagar.... Se apagar...pa..pa..."

O Teatro Mágico
**





Num telhado vermelho que lhe recobre os cabelos,
reconheço alguma lembrança passada no seu traço mais gentil.
Te faço um porque na tentativa de reunir as palavras a te descrever,
e num sortilégio sem fim,
encontro desnudas de seus significados enquanto forem para ti,
e assim eu não vejo poesia em escrever de maneira lúdica qualquer abstrato que ainda não vi

por mim

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

É mentira!!!




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" "Rodrigo" "pra Iaiá..." "
"Iaiá, se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade, pois é (...)"
Los Hermanos

Closer, uma obra prima do cinema na minha humilde opinião.
Assunto deste post, às 00:36 am

Essa frase é demais:
"Diga-me que você não está apaixonada por mim.
- Eu não estou apaixonada por você.
Você mente!"

Diga-se de passagem, este post é um protesto!!!!!
**


Parte 1:

Albert Einstein

"Poucos são aqueles que vêem com seus
próprios olhos e sentem com seus
próprios corações."

Parte 2:

CLOSER

É intrigante. Acima de tudo porque é inevitável identificar-se com o filme.
Seja nas quatro personagens, seja na utopia pelo amor, na imperfeição do ser humano,
na verdade ou ainda na mentira.

Closer nega o amor à primeira vista.
Nega o amor eterno.
Closer identifica claramente a necessidade que o ser humano tem de se dividir em alguém, doando-se parcialmente, porém buscando algo integral.
Closer retrata o egoísmo do ser humano, a busca incessante pela felicidade e o altruísmo consigo mesmo.
Closer passa a idéia de que a mentira pode livrar o sofrimento alheio mas não a nossa consciência, afinal, como provar para nós mesmos que amamos alguém se não somos verdadeiros com este alguém?
Como libertar-nos da nossa própria consciência sem decepcionar o nosso par?

Parte 3:

Eu diria que o amor é inevitável.
Você não ama o previsível.
Não ama um bom chá de camomila às 2 da manhã depois de uma longa viagem.
Nem um banho quente e aconchegante.
Não ama uma Amélia.
Não ama a quem acredita que não vive sem você.

Você ama a libido que corrói a sua opção e não lhe deixa escolhas.
Você ama o sexo que lhe parece muito mais que isso.
Você ama o proibido.
Você ama o que é lascivo.
Você ama o que te mata e te constrói.

Você busca plagiar a si mesmo e ostenta esse desejo no amor.
Apenas um olhar pode se transformar em amor.

Uma vida inteira a dois, pode ser uma morte inteira vivida, a sós...


por mim

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Início



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Pluft, plact, zum!

" Linda morena fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar "
**

Desfim

não obstante,

começo

intra-avesso

repito:

é o início do fim.

e confesso:

o recomeço do sim.


por mim

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O flerte das almas




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" Foi assim como ver o mar na primeira vez que meus olhos
seguiram seu olhar... Não tinha intenção de me apaixonar,
mera distração e já era momente de se gostar.
Quando eu dei por mim nem tentei fugir do visgo que me prendeu,
dentro do seu olhar... Quando eu mergulhei no azul do mar...
Sabia que era amor... Vinha pra ficar! "

Cante e traga flores ao meu jardim que eu farei flôr-rir
**


... e há o amor invisível aos olhos,
que te toca de longe pela presença das almas flertando
numa sintonia que não respeita o que é mortal,
e não entende sequer sobre limites,
ama-te simplesmente por amar,
e te desbrava às sensações nunca antes imaginadas,
numa realidade lacônica que se confunde com um conto de fadas,
toma-te o calor do sangue até esfriar a sua essência espiritual,
até arder na barriga o frio incalculável que te leva ao paraíso,
que é viver e sentir o amor ...

... e este é o amor que eu procuro encontrar,
e que, embora ainda não o tenha vivido,
eu conheça de uma outrora não muito distante,
de uma varanda celestial em que estar enamorado
é uma unamidade pela eternidade afora ...


por mim