segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O flerte das almas




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" Foi assim como ver o mar na primeira vez que meus olhos
seguiram seu olhar... Não tinha intenção de me apaixonar,
mera distração e já era momente de se gostar.
Quando eu dei por mim nem tentei fugir do visgo que me prendeu,
dentro do seu olhar... Quando eu mergulhei no azul do mar...
Sabia que era amor... Vinha pra ficar! "

Cante e traga flores ao meu jardim que eu farei flôr-rir
**


... e há o amor invisível aos olhos,
que te toca de longe pela presença das almas flertando
numa sintonia que não respeita o que é mortal,
e não entende sequer sobre limites,
ama-te simplesmente por amar,
e te desbrava às sensações nunca antes imaginadas,
numa realidade lacônica que se confunde com um conto de fadas,
toma-te o calor do sangue até esfriar a sua essência espiritual,
até arder na barriga o frio incalculável que te leva ao paraíso,
que é viver e sentir o amor ...

... e este é o amor que eu procuro encontrar,
e que, embora ainda não o tenha vivido,
eu conheça de uma outrora não muito distante,
de uma varanda celestial em que estar enamorado
é uma unamidade pela eternidade afora ...


por mim

domingo, 6 de janeiro de 2008

Inferência amorosa



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Ter inveja é atestar a si mesmo a própria incompetência de alcançar sucesso mediante um sonho ou aspiração. É querer ter o que não se tem, querer ser o que não é, querer colocar um fardo inexistente nas costas daquele que foi melhor do que você!

Rodrigo Vaz

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Na inferência estatística, quando não se conhece um número, estima-se o mesmo.
Normalmente o resultado é tão bom quanto se o conhecêssemos.

Após dias a fio, tentativas em vão, já que o amor que eu procuro, eu não conheço...

Almejo descobrir uma estimativa para tal amor



por mim

domingo, 30 de dezembro de 2007

A prosa em 2007, o verso em 2008



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Em 2008, citarei-me assim: aspas sob aspas.
Denotando uma citação para algo que eu já escrevi

" " Outrora não nos despedimos.
Fomos vítimas de um capricho do destino,
apenas para concedê-lo, o prazer do nosso reencontro " "
**


Dois mil e sete anos. São muitos dias. Mas para 2007 foram apenas 365 dias, ou serão.
Um ano ímpar. Duas vezes! Um ano em que eu encontrei um Rodrigo que estava perdido há algum tempo, precisando de umas porradas para encontrar-se. Um ano em que reconheci novos amigos, nos mesmos risos e rostos de sempre. Um ano em que pude consagrar novas amizades. Um ano em que ouvi e fui ouvido. Um ano que servirá de parâmetro para o porvir. O ano de uma paixão adolescente, inconsequente e avassaladora. Que me trouxe a inspiração e levou-a embora por uma porta que estava fechada, implorando por ser aberta. O ano em que eu pude ter mais e mais certeza que é possível o amor. A verdade. A paz. Um ano em que consegui me emocionar profundamente por apenas ter conseguido incutir confiança em um coração, apenas por ser eu. Um ano em que descobri alguns talentos, e assim, acabei descobrindo a mim. Tempos difíceis vieram, a porta da desistência estava escancarada mostrando-se como a opção mais atraente, esperando apenas uma escolha errada. Mas meus amigos também vieram novamente e como não podia ser diferente, resolvi fechar esta porta, de certa forma, para sempre. Neste ano tive a certeza de ser uma pessoa abençoada, cercada por bons anjos... Um cara realmente de sorte.

Um ano velho, que espero renová-lo e ponderá-lo da maneira correta. Da maneira que me faça mais ser humano, maior. Um ano em que conheci pessoas que ficarão para sempre dentro do meu coração. Algumas, por sorte, terei o prazer de tê-las com alguma regularidade nos meus dias, outras nem tanto. O ano em que eu mais sonhei na minha vida. O divisor de águas, entre sonhar e não sonhar. Preferirei por sonhar, mais e sempre. Foi também o ano em que eu mais realizei sonhos. Um ano em que eu tive a certeza de um olhar e a incerteza de não saber apenas. Um ano em que fiz uma escolha errada. Um ano que me ensinou como nenhum outro havia ensinado. Um ano que abriu as portas do futuro que tenho pela frente a começar pelos 365 dias de 2008. Um ano em que preferi à fidelidade aos meus valores do que aos meus hormônios. Um ano velho, diferente. Que esquecerei aos poucos os momentos difíceis e longos, e saudoso, lembrarei dos momentos felizes e lacônicos, com uma bagagem maior e mais rica.

Em poucas horas estaremos comemorando um ano novo. Gostaria apenas da certeza de que é válido a comemoração para cada um de nós. Imensamente confiante na renovação. Com a certeza de de apenas mais um dia, mas com a esperança da eternidade.

Que venha 2008!


por mim

sábado, 15 de dezembro de 2007

a Deus dará




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Eu era menor de idade quando tirei essa foto
Três Torres e a visão do Rio

"hoje eu vendo sonhos
ilusões de romances
te troco minha vida por um troco qualquer
é o que chamam de destino
eu não vou lutar com isso
que seja assim enquanto é"
**


é essa saudade que está aos pulos,
ao Deus dará,
que me enche os pulmões do teu sangue,
que me sangra o ar.
toma-me distraído num sábado à tarde,
pra te cantar em cores,
e resumir as flores,
nessa existência que te prentende recriar,
num neologismo que eu nem sei se existe,
mas que tenta em sua arte, expressar amor

por mim

domingo, 9 de dezembro de 2007

Tabacaria


**
e o que incomoda é essa saudade que está aos pulos
ao deus-dará.

primeiro texto, off rodrigo por aqui.
mas esse é o melhor, do melhor heterônimo, do melhor escritor
Álvaro de Campos, Fernando Pessoa
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Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Românticos


**
Nokia N73 - Gávea ou Leblon?

"Talvez eu seja o último romântico (...)
só falta eu te querer, te ganhar e te perder"

considerando, justa, toda forma de amor :)
**


Não existe classe média para romântico.
Ou são ricos, ou são pobres.
Não tem meio termo.
Se é pra amar, que seja amor.
Se é pra sofrer, que seja dor.

Se fosse advérbio, seria de intensidade
Caso se descobrisse em verbo, algo como transitivo e direto
Na escolha de um número, talvez o dois
Mas se fosse tempo verbal, seria apenas indicativo
Sem tempo!

Porque o tempo é o par romântico do amor
Traz de volta, leva embora, apaga da memória
Faz história virar pó, opção pro dia seguinte...
O tempo depois vira amigo do amor
Andam de mãos dadas na eternidade passada
Como tudo aquilo que não foi,
aquilo que deixamos pra depois

Mas o amor dura um tempo, o suficiente para medir o seu teor
Quando o tempo pro amor vira dor é porque faltou convidados
É festa! É festa! de agregados...
E o romântico não tá nem ai
Seja na esquina, seja por ai
O romântico quer é explodir

Vai no fundo do poço
Vai no céu do amor, que é pra sentir medo
Que é pra sentir o amor
Se entregar e provar no sentimento o seu sabor

por mim

domingo, 2 de dezembro de 2007

Nua




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"Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor O fogo se derreteu, o gelo se incendiou E a brisa que era um tufão Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu O vento da paz soprou"
**


A Lua está nua,
enquanto não cumprir
a promessa do perdão,
pelos dias de solidão,
que passei longe de ti.

Está nua, totalmente nua,
enquanto adoração pela sua,
oh a sua, a sua...

A sua doce canção
que fará rima de coração,
de coração... com amor!

por mim

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O ciclo da paixão




**
Eu entendo a água como um espelho com rugas.
Percebo em sua esmagadora maioria,
algum intuito em nos revelar para nós mesmos.

"eu quero transfundir teu sangue pro meu coração que é tão vagabundo"
**

A paixão - o horário de verão do amor
Torna o dia mais claro
Faz sorrir mais fácil
Transcende o tempo, pelo tempo.
Um efêmero significado que justifica o viver.

Eu penso e até repenso...
mas a decepção só pode ser um atraso do amor

Atraso o meu relógio.
... e recebo o Outono, desfechando a paixão
... e aguardo a Primavera desabrochar a flôr.

por mim

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Descompleto.



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Zózimo Barrozo(1941-1997) no Leblon

"Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus"
Morena - até o fim raiar - de Marcelo Camelo

E assim, eu vou vivendo :)
**


Diferente é tudo aquilo que se prova ao contrário e nos parece igual.
É como o amor.
Eu só não sei explicar...

Talvez ele me tenha pegado ao avesso.
De igual forma, diferente, que, eu embora não fora, indiferente eu fui.
Casto, eu continuo... por tamanha saudade de um amor que ainda não ancorou...
Pra me tirar da virgindade que sobra pela falta desse amor,
desse amor que ainda não ancorou...
Um amor que me prove ao contrário!



a ainda assim,
no meu cais
... há um vazio descompleto que não se completa por estar cheio
e aceno de longe, gritando seu nome: - saudade!


por mim

domingo, 18 de novembro de 2007

porvir




**
A Praia Vermelha na Urca
N73

Pois é,
a amizade me tem sido o melhor heterônimo do amor
**

As entrelinhas do que eu sinto,
parecem-me muito interessantes.
Sobretudo quando possibilitam o porvir.

por mim

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Rio...



**
"Eu hoje joguei tanta coisa fora
eu vi o meu passado, passar por mim,
cartas e fotografias,
gente que foi embora..."

**


É uma longa história adiante...
Neste mar em que navego
Apenas levo o que for interessante
Enquanto posso contar as estrelas
Ei de ainda poder me libertar
sem algemas, independente e solitário
Como um Rio que não serve pra navegar
Quero-te em canto em meu encanto,
que é pra ver se conto um tanto
desse amor que me leve a te encontrar
que é pra ver se te toco sem tocar
Primavera encontrar,
meus carinhos perdidos,
meus braços a te laçar,
ou minha voz que recita pra ti,
a poesia que é a minha vida,
quando em letras eu posso te amar


por mim

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Olhos? Claros!




**
Se escrever não é uma obrigação, bom!
Ao menos que amanhã eu entenda... ou descubra, quem sabe?

Parece algodão! Pelos céus deste Brasil eu vôo
Olhos? claros!
**


Sê a poesia de qualquer fotografia
Enquanto crê na boemia em claves de sol
Bebe tua lágrima e inspira a sensibilidade
Canta à essas cores as notas musicas
Hodierno do Dó ao sí
Amanhã talvez...o arco-íris da voz

Olha-me o castanho que te vê'rdes revés
Reflete a minha inspiração num toque de olhar
Que lhe encontra os cabelos
de um jeito que nenhum sentido é capaz

Desatine-se em curiosidade
e vem buscar seu cais
na varanda da minha verdade

Vem cantar a mim,
qualquer verso assim,
sem ter no fim que escrever: "sem mais"

Intensa, como tão intensa tu és
Sorria e dê rumo as cores

Sintonize as flores em cartão postal
Todos os dias,
pra não fenecer o que distrái...

Com a beleza e rara paisagem que se abre,
quando apenas sorri!

E o mar emana uma canção a nos tornar feliz...


por mim

sábado, 10 de novembro de 2007

As 4 estações



de cá pra lá

de lá pra cá

**
"mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára..."

Entendam... o tempo não cura nada
O tempo passa... a cura está no amor
**

Outono que passa bem perto daqui,
onde não estou e nem vi
vivo inverno e invento calor
há um cheiro primavera
e a chuva que finda a flôr
pra dar norte ao verão,
o verão que ainda não chegou...
não foi o tempo que curou
será o amor...

por mim


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

sem esperar...Da vida e bela vida!



A mesma foto. Pontos de vista diferentes.
O mesmo Leblon, relativamente...

Tudo o que for simples,
pode ser suficiente para transformar o que for complexo demais.
Eu sou talvez, o céu do Leblon,
e você?
Mas o mar, mesmo de pontos de vista diferentes...
O mar é singular!
(vai pro livro)


**
"Tem motivo pra viver denovo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais"

Teatro Mágico

**


Ao coração palpitante que me vai melhor,
que qualquer esquecimento constante,
abre-se um olhar inerte a observar em
ti o que eu não quero ver.
Alguns defeitos intrínsecos não tão aparentes,
observados após, talvez poucos segundos,
nos exatos momentos em que não merece o meu melhor
e esquecidos solenemente,
no abrir deste seu sorriso encantador.

Eu contrario a vida que sugere um fim para nós,
e te ofereço o meu melhor amor quando menos for amado
sem esperar um retorno similar, sem esperar...

Porque desse amor, ainda colho um fruto maior,
que faz crescer o significado que Deus escolheu para mim

E na vida que tenho adiante,
vou escrevendo o melhor de mim dia após dia,
pintando em outras vidas,
me perdendo em qualquer esquina de qualquer amor,
para me poupar da solidão,
imensurável solidão,
que me prende ao estar distante demais do sentir que você não tem pra mim

E reclamar de mim será inevitável,
quase tão provável quanto te afastar de mim,
quando não entendo um olhar seu a pedir socorro
mas de nada adianta, se no fim,
é um laço, com outro formato, que eu moldo,
em traços marcados por isso que eu nem explico,
mas que eu sinto e que exprimo erroneamente,
em letras inconsequentes, antes não imaginadas,
inéditas até no amor,
eu não entendo esse grito que seca o escuro,
toca na esperança como se fosse uma fruta doce,
tornando palpável o abstrato duvidoso que é o futuro,
enquanto você mastiga essa fruta... essa fruta doce

E se num desejo eu conseguisse exprimir,
seria o de entender-te com apenas uma palavra,
e aconchegar o seu pecado de forma que o carinho
duvidasse de tamanha castidade
com que eu compreendo este amor.

Desenho um rio, uma casinha, uma árvore
desenho meus sonhos no papel,
tenho todo o mundo em meu rascunho,
e abro mão da minha arte,
se no olhar ver-de novo, de lagarta à borboleta,
eu revisse o que já visto fora,
tão grandioso e imenso, e que sinto,
pra do rascunho que eu nem vivo,
tornar realidade o meu rio, a minha árvore,
e uma casinha de papel repleta de muitos risos,
sem sentidos, da vida e bela vida,
que talvez espere por nós
sem esperar... sem esperar!

por mim

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Liberdade



**
Arpoador à noite...
V1
"
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu

e lendo os teus bilhetes, eu penso no que eu fiz

querendo ver o mais distante, sem saber voar

desprezando as asas que você me deu
"
tendo a Lua aquela gravidade!!!!
merecia a visita não de militares,
mas de bailarinos e de você! & eu!
**

É como tirar os chinelos e escutar o rugir da sensação
Ser soberano em seu próprio lar
Ir e vir e acima de tudo: voltar

Quase compreender, sem tem porque e não estranhar
Fazer de um copo um mistério e do labirinto linha reta
Sentir a areia do mar, ou grãos lascivos saborear

Mas nada como correr, sentir o vento bater,
Nada como o grito, o mar ou o amar infindável
E de nada importa em não ter nada, faltar pouco é tudo.

Tanto que não há diferença nessa marca.
Inconsciente e nostálgica, atenta para o vão
Que há de se abrir no primeiro refrão,
Se sim, se não. Perdão! Antes que me saia vilão!

Oh pequena palavra que me agrada,
de onde vieste já era encantada?
Me conta desta passada, me leva desta parada!

MOVIMENTA O TEMPO, QUE O TEMPO MOVIMENTA A VIDA!
Mas escolhe um tanto, para te tirar do pranto,
quando em ti não tiver saída, ainda que não seja essa a rima.

Oh pequena palavra que me agrada,
e que refuto quando amo e percebo-me em paradoxo,
pois sem ti não consigo amar,
não fora assim tão leal com o abençoado,
ele morreu ao nosso lado,
mas falar de ti sem lembrá-lo
é esquecer o seu significado!

Alto lá liberdade...
Se não queria me encontrar,
a que vieste? por caridade...?

por mim